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Diretor brasileiro premiado usa o cinema para mudar realidades

Diretor brasileiro, criado na favela, vence prêmio internacional com curta que amplia retratos de pessoas negras no cinema e mira transformação social

João Pedro Oliveira fala sobre seu primeiro curta-metragem No Fim do Déjà Vu, vencedor de melhor direção no Los Angeles Brazilian Film Festival - LABRFF.
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  • João Pedro Oliveira, cineasta e ator brasileiro nascido em 1999 no Rio, ganhou projeção em Malhação e expandiu para a direção.
  • Seu curta No Fim do Déjà-Vu marcou sua estreia como diretor e roteirista, vencendo Melhor Diretor no Los Angeles Brazilian Film Festival e sendo reconhecido em Nova York.
  • Antes da TV e do cinema, ele trabalhou como jovem aprendiz em banco, o que ampliou seus horizontes culturais.
  • O filme acompanha Fabrício, artista plástico negro que abandona o tráfico para sustentar o filho, em uma jornada de busca ligada à espiritualidade negra.
  • Em 2024, Oliveira recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Brasília pelo curta E Seu Corpo é Belo, reforçando o papel transformador da arte.

João Pedro Oliveira, cineasta e ator nascido em 1999 no Rio de Janeiro, ganhou projeção nacional com o personagem Serginho em Malhação. Hoje ele soma reconhecimento atrás das câmeras, abrindo caminho para novas narrativas.

O curto No Fim do Déjà-Vu marcou sua estreia como diretor e roteirista. O filme ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Los Angeles Brazilian Film Festival e circulou por festivais internacionais, elevando a visibilidade do trabalho dele.

Antes da televisão, João trabalhava como jovem aprendiz em banco. Essa experiência ampliou seus horizontes e o aproximou de espaços culturais além da favela de Vila Isabel, na zona norte.

> O contato com outras realidades o levou a perceber que também podia atuar e dirigir. A pesquisa e o estudo autodidata ficaram na base de sua formação.

Essa circulação pela cidade mostrou ao cineasta a Rio de Janeiro dividido entre morro e asfalto, influenciando a linguagem de suas produções. Ele busca novas leituras para personagens negros no audiovisual.

Trajetória e visão

João defende que o cinema brasileiro pode ampliar a representatividade, rompendo com estereótipos históricos. Em seus relatos, aparecem personagens diversos que atuam em diferentes espaços sociais.

O diretor ressalta que a mudança não está apenas na presença de atores negros, mas na construção de novas narrativas, com protagonistas variados e reais.

No cinema, pessoas próximas a ele aparecem em papéis como rapper, microempreendedor ou indivíduos que transitam por diferentes ambientes, contribuindo para outra imagem de quem somos.

Premiações e reconhecimento

Sem formação formal em cinema, ele seguiu estudando por meio de cursos livres, oficinas e prática. Atualmente, retoma a graduação em Estética e Teoria do Teatro.

O curta No Fim do Déjà-Vu acompanha Fabrício, artista plástico negro que sai do tráfico para sustentar o filho pela arte. Em festival de pipas, a criança desaparece, levando a uma jornada marcada pela espiritualidade negra.

A obra estreou internacionalmente em Nova York, vencendo Melhor Curta-Metragem, depois foi premiada em Los Angeles, consolidando a projeção do diretor no exterior.

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