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Ex de PM morto denuncia agressões após troca de taças

Imagens registram hematomas e troca de taças; caso envolve violência, descumprimento de medida protetiva e suspeita de envenenamento, em apuração

Ex de PM morto após troca de taças denuncia agressões: "Você é minha"
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  • Mulher de 48 anos, Helen Kelly de Lima Pedrosa, denunciou agressões pelo cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Junior; uma medida protetiva de urgência foi concedida em março.
  • O depoimento aponta relacionamento marcado por ciúmes, controle do celular e pressão psicológica, com o casal se afastando e ele passando a perseguir a ex-companheira.
  • José Maria morreu no dia 11 de junho, após passar mal no apartamento de Helen, em Boa Viagem, área sul do Recife; a morte é investigada pela Polícia Civil, com possibilidade de envenenamento estudada.
  • As taças usadas pelo casal teriam sido trocadas durante a noite, elevando as suspeitas; bebidas consumidas no local foram apreendidas para perícia.
  • A investigação está a cargo da 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco, que analisa mensagens de ameaça e o histórico de relacionamento possessivo.

Um ex-PM morreu após um episódio envolvendo uma troca de taças em Boa Viagem, Recife. O caso envolve o cabo José Maria Alexandre da Silva Junior, de 40 anos, e Helen Kelly de Lima Pedrosa, de 48, que tinha medida protetiva contra ele. A morte ocorreu na madrugada de 11 de junho no apartamento da mulher.

A Polícia Civil de Pernambuco investiga as circunstâncias do óbito, registrado inicialmente como morte a esclarecer. A perícia busca confirmar a possível relação entre o consumo de bebidas e o desfecho, com amostras de bebida e das taças apreendidas para análise.

Segundo informações da defesa, a mulher tinha utilizado taças identificadas por aluguel de quartos no imóvel. A investigação apura se houve troca de taças durante a noite e se isso pode ter relação com a morte.

Relatos da defesa indicam que o relacionamento era marcado por ciúmes, controle e pressão psicológica. A denunciável possessividade e o retorno de aproximações após o afastamento foram destacadas pela advogada da vítima em depoimento à polícia.

A medida protetiva foi solicitada pela mulher no fim de fevereiro e concedida no começo de março. Ela afirma que o casal retomou contatos depois disso, com encontros no apartamento e tentativas de reatar o relacionamento.

A polícia analisa mensagens que, segundo a defesa, contêm ameaças do policial à mulher, bem como mensagens demonstrando ciúmes da situação de contato com terceiros. O conteúdo dessas comunicações é considerado relevante para a apuração.

Os investigadores buscam esclarecer se houve consumo de álcool ou de substâncias que possam ter influenciado o estado de saúde de José após o retorno ao apartamento. O laudo pericial é aguardado para confirmar a causa da morte.

A 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco conduz as apurações, com equipes trabalhando para entender a dinâmica da noite, o papel das alianças e a eventual violação da medida protetiva. A investigação segue em andamento para esclarecer responsabilidades.

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