- Ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa na segunda fase da Operação Carrasco, em Porto Alegre, alvo de investigação sobre eutanásias irregulares e arrecadação de dinheiro via campanhas nas redes sociais.
- A Polícia Civil estima que pelo menos 498 animais tenham sido submetidos à eutanásia durante oito meses de gestão da pasta.
- Investigação aponta uso de imagens de protetora de animais para sensibilizar seguidores e obter doações, com mortes de animais mesmo quando havia alternativas terapêuticas.
- Além de Paula Lopes, dois médicos-veterinários foram presos preventivamente; crimes apurados incluem maus-tratos a animais, associação criminosa e estelionato.
- O instituto ligado à ex-secretária realizou 549 campanhas de arrecadação desde 2020, recebendo mais de R$ 672 mil de aproximadamente 14,5 mil pessoas, com apreensão de celulares, computadores e documentos durante a operação.
A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, foi presa na manhã desta segunda-feira, durante a segunda fase da Operação Carrasco. A ação mira um possível esquema de eutanásias irregulares de cães e gatos associadas a campanhas de arrecadação por redes sociais. A investigação aponta uso indevido de imagem da protetora para captar doações destinadas ao tratamento de animais resgatados, enquanto alguns animais teriam sido eutanizados mesmo com alternativas terapêuticas existentes.
Além de Paula, dois médicos-veterinários foram presos preventivamente. Os investigadores apuram crimes de maus-tratos a animais, associação criminosa e estelionato. A prisão ocorreu na sede do instituto mantido pela ex-secretária, em Porto Alegre. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos.
Um cão debilitado, sem as patas dianteiras, usado em campanhas de arrecadação, foi recolhido pelos agentes. A polícia afirma que o esquema continuou após a exoneração de Paula, em julho de 2025. Investigações sugerem que animais apresentados como pacientes estariam sendo encaminhados para eutanásia.
Investigação e desdobramentos
A polícia informou que houve campanhas de arrecadação para custear tratamentos que teriam continuado mesmo após a saída da ex-secretária. Em alguns casos, houve questionamento sobre a necessidade de exames para confirmar diagnósticos antes de decisões de eutanásia, com orientações para prosseguir com o procedimento.
A apuração aponta que, em oito meses de gestão, pelo menos 498 animais teriam sido eutanizados. Os investigadores tentam confirmar quantos procedimentos ocorreram sem justificativa clínica adequada. A instituição administrada pela ex-secretária realizou 549 campanhas desde 2020, com doações de cerca de 14,5 mil pessoas, superando R$ 672 mil.
Entre na conversa da comunidade