- Colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, no Rio, no domingo, 14, deixou seis mortos, elevando para dez o total de óbitos em acidentes com helicópteros em dois mil e vinte e seis.
- Entre as vítimas estavam o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi.
- Este ano, já foram registradas oito ocorrências de acidentes com helicópteros, bem menos que as vinte e duas de dois mil e vinte e cinco.
- As aeronaves caíram em um pátio com carros elétricos da BYD; uma das helicópteros explodiu ao tocar o chão, causando incêndio que atingiu cerca de vinte carros e provocou explosões nas baterias.
- O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e a 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes) investigam o caso; a Anac informou que as duas aeronaves estavam regulares e que os pilotos eram experientes, sendo que um dos helicópteros estava registrado em nome da Turfik Comércio de Frutas e o outro em nomes de Mauricio da Cunha Dias e Espindola Dias, sem autorização para taxi aéreo.
Dois helicópteros colidiram no ar e caíram em um pátio com carros elétricos da BYD, no Recreio dos Bandeirantes, zona sul do Rio de Janeiro, na tarde de domingo. A colisão resultou em seis mortes, elevando para 10 o total de vítimas de acidentes com helicópteros em 2026, segundo dados do Painel Sipaer da FAB.
Entre as vítimas estavam o cantor americano Oliver Tree, em passagem pelo Brasil para a turnê, e o youtuber argentino Gaspi. O episódio é o mais grave envolvendo helicópteros no país desde os registros da FAB, que apontam ainda 8 acidentes neste ano até o momento.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as aeronaves chocaram-se em pleno ar e caíram sobre o pátio onde ficavam carros elétricos da BYD. Uma das aeronaves explodiu ao tocar o solo, provocando queimadas que atingiram dezenas de veículos; ao menos 20 carros foram afetados.
Investigações em andamento
A FAB, por meio do Cenipa, informou que as equipes iniciaram Ação Inicial para apurar as causas envolvendo as matrículas PP-MAC e PR-DJJ, com participação do Seripa III. A Anac indicou que as duas aeronaves estavam regularizadas, assim como os pilotos, que eram considerados experientes.
Uma das aeronaves pertence à Turfik Comércio de Frutas. A outra está registrada em nome de Mauricio da Cunha Dias e Espindola Dias; conforme a Anac, ambos estavam aptos a voar, mas não tinham autorização para táxi aéreo.
Desdobramentos operacionais
O Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 50 militares e 15 viaturas no combate às chamas e na proteção de áreas próximas. Além da investigação do Cenipa, o caso também é apurado pela 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes).
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