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Apple, Sony e outros condenados a pagar R$ 298 milhões por loot boxes

Justiça condena Apple, Microsoft, Sony e outras a pagar R$ 298 milhões por loot boxes; decisão impõe restrição a menores e divulgação das probabilidades das recompensas

Loot Boxes que oferecem recompensas aleatórias foram comparadas a uma 'Roleta Digital' em ação — Foto: Reprodução/PUBG Battlegrounds
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  • A Justiça do Distrito Federal condenou Apple, Microsoft, Google, Sony, Tencent, Electronic Arts, Riot Games, Ubisoft, Valve, Konami e Nintendo a pagar no total R$ 298 milhões por falhas na proteção de menores em loot boxes.
  • A decisão, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, é movida pela Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED) e sustenta que as loot boxes são abusivas e equivalem a uma roleta digital que estimula consumo.
  • A distribuição das multas ficou assim: Apple R$ 50 milhões, Microsoft R$ 50 milhões, Tencent R$ 50 milhões, Sony R$ 40 milhões, Google R$ 40 milhões, Electronic Arts R$ 20 milhões, Riot Games R$ 15 milhões, Ubisoft R$ 10 milhões, Valve R$ 10 milhões, Konami R$ 8 milhões e Nintendo R$ 5 milhões.
  • A sentença determina medidas como restringir o acesso de menores de dezoito anos, exibir as probabilidades de recompensas, verificar idade e criar mecanismos de reembolso para gastos não autorizados pelos responsáveis.
  • Os valores vão para o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal; a decisão é de primeira instância, cabendo recurso às empresas envolvidas.

A Justiça do Distrito Federal condenou grandes empresas de tecnologia e games a pagar 298 milhões de reais devido a falhas na proteção de crianças e adolescentes contra loot boxes. A decisão envolve Apple, Microsoft, Google, Sony, Nintendo e outras companhias do setor. O processo foi movido pela Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, a ANCED.

A sentença, proferida pela juíza Rejane Zenir, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, considerou que menores de idade tiveram acesso a mecânicas abusivas. Embora o ECA Digital tenha restringido as loot boxes a menores de 18 anos desde março de 2026, a magistrada disse que a prática já era questionável com base em normas de proteção ao consumidor e da infância.

A ANCED sustenta que as loot boxes funcionam como uma roleta digital, com gastos sem conhecimento da recompensa e potencial estímulo ao consumo repetitivo entre jovens. A juíza também avaliou características semelhantes a jogos de azar presentes nas mecânicas, mesmo fora da nova lei.

A distribuição das multas ficou assim:

  • Apple: 50 milhões
  • Microsoft: 50 milhões
  • Tencent (PUBG Mobile): 50 milhões
  • Sony: 40 milhões
  • Google: 40 milhões
  • Electronic Arts: 20 milhões
  • Riot Games: 15 milhões
  • Ubisoft: 10 milhões
  • Valve: 10 milhões
  • Konami: 8 milhões
  • Nintendo: 5 milhões

Além das punições financeiras, a decisão determina medidas como limitar o acesso a loot boxes a menores de 18, tornar públicas as probabilidades de cada item, implementar verificação de idade e criar mecanismos de reembolso para gastos não autorizados por responsáveis.

Parte dessas exigências já está prevista no ECA Digital, vigente desde março. A partir disso, algumas empresas revisaram jogos, restringiram acesso de menores ou adaptaram serviços às regras recém-implementadas.

Os recursos recebidos serão destinados ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal. Como a decisão ainda é de primeira instância, as empresas podem recorrer.

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