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Casal preso por desvio da Capital de Prêmios planejava fuga para os EUA

Casal preso pela Polícia Civil desviou mais de R$ 2 milhões da Capital de Prêmios e planejava fugir para os EUA, com recursos usados para criar Brasília Solidária

Casal ameaçou clientes de morte, segundo a polícia - (crédito: Redes sociais)
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  • A Polícia Civil prendeu Lucas Vitor Paiva Chereze e Jaqueline Isabel de Almeida Chereze, suspeitos de desviar mais de 2 milhões de reais da Capital de Prêmios.
  • Segundo as investigações, o dinheiro foi utilizado para fundar a empresa concorrente Brasília solidária e viabilizar a fuga para os Estados Unidos.
  • O casal já havia visitado os EUA há pouco mais de dois anos, com posts nas redes sociais que mostraram uma viagem de luxo a Miami.
  • A Brasília solidária promovia sorteios ao vivo todo domingo, às 10h, tinha sede em Vicente Pires e o site saiu do ar após a operação.
  • A assessoria jurídica informou adiamento temporário de um sorteio, alegando transparência e regularidade; o delegado afirmou que o casal chegou a ameaça de morte a clientes e planejava deixar o país.

O casal Lucas Vitor Paiva Chereze e Jaqueline Isabel de Almeida Chereze foi preso nesta terça-feira (16/6) pela Polícia Civil do Distrito Federal, na 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). A dupla é acusada de desviar mais de 2 milhões de reais da empresa de sorteios Capital de Prêmios. A investigação aponta que o dinheiro foi usado para criar uma empresa concorrente, a Brasília Solidária.

Segundo o delegado responsável, o grupo planejava a fuga para os Estados Unidos. A apuração indica que o destino já havia sido escolhido pelo casal, com relatos de viagens anteriores a Miami divulgados em redes sociais. A operação resultou na prisão dos envolvidos e na apreensão de indícios.

A Capital de Prêmios era responsável por sorteios regulares, com pauta dominical e prêmios significativos. Com sede física em Vicente Pires, a plataforma possuía perfil com números de seguidores e campanhas de premiação divulgadas online.

Brasília Solidária

Com pouco mais de 3 mil seguidores, a empresa criada com recursos desviados promovia sorteios ao vivo aos domingos, às 10h. O site ficou fora do ar após a operação. No Instagram, houve 81 posts exibindo ganhos de clientes e prêmios como R$ 30 mil.

De acordo com o delegado Fernando Fernandes, a dupla chegou a ameaçar clientes de morte e organizava a saída do país. Dois dias antes da ação, a assessoria jurídica da Brasília Solidária comunicou, via Instagram, o adiamento temporário do sorteio para garantir transparência e segurança, mantendo bilhetes válidos.

A reportagem tenta contato com a defesa para esclarecer os motivos da prisão.

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