- Arthur de Carvalho Vidal, 24 anos, foi encontrado morto no Complexo Penitenciário da Papuda na terça-feira (16/6); o laudo do Instituto Médico Legal aponta peritonite, perfuração intestinal e aderências intestinais pós-cirúrgicas como causas.
- A defesa afirma que a direção da unidade já tinha conhecimento do estado de saúde do detento e que já havia solicitado atendimento médico dias antes da morte; o advogado Willian Vasconcelos esteve no presídio na última semana.
- Os advogados da família pedem apuração de eventual responsabilidade e destacam a necessidade de transparência, independência e celeridade nas investigações.
- A Polícia Civil informou que agentes penitenciários foram alertados de que um detento passava mal no Centro de Detenção Provisória; o Samu foi acionado, mas o óbito foi constatado no local; o corpo não apresentava sinais de violência.
- O delegado responsável vai investigar se a morte foi natural, resultou de omissão ou houve violência intencional; o caso foi registrado como localização e remoção de cadáver e morte de pessoa presa sob custódia do Estado; a Seape-DF ainda não comentou.
O detento Arthur de Carvalho Vidal, 24 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A defesa afirma que a unidade prisional já tinha conhecimento de problemas de saúde e que houve pedido de atendimento médico dias antes da morte. O laudo do Instituto Médico Legal aponta peritonite, perfuração intestinal e aderências pós-cirúrgicas como causas.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, agentes penitenciários foram informados de que um detento apresentava mal-estar dentro de uma cela do Centro de Detenção Provisória (CDP). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas o paciente já estava morto ao chegar ao local.
O corpo foi encaminhado ao IML, que confirmou as causas do falecimento. A investigação busca esclarecer se houve morte natural, omissão ou violência. O boletim de ocorrência registra localização e remoção de cadáver e morte de pessoa presa sob custódia do Estado.
Defesa e apuração
A defesa de Vidal informou que o advogado esteve na Papuda na semana anterior para tratar da assistência médica necessária ao custodiado e pediu apuração rigorosa sobre o caso. A família cobra transparência, independência e celeridade na investigação, sem apontar culpados de imediato.
A Seape-DF (Secretaria de Administração Penitenciária do DF) ainda não se pronunciou sobre as alegações da defesa. A pasta foi procurada pela reportagem para comentar o caso e não houve retorno até o momento.
Desdobramentos da investigação
O delegado responsável, Ronney Matsui, da 30ª Delegacia de Polícia, afirmou que o inquérito vai analisar se houve condição natural, omissão ou violência intencional. O caso permanece sob registro de localização e remoção de cadáver e morte de pessoa presa sob custódia do Estado.
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