- Dois helicópteros colidiram no ar no Rio de Janeiro na tarde de domingo, deixando seis mortos, entre eles o cantor Oliver Tree e outros profissionais.
- A maioria dos voos de helicóptero opera no regime visual, com o piloto definindo trajetos pela observação externa, o que pode levar a conflitos de rota em áreas de alto tráfego.
- Investigações do Cenipa vão esclarecer por que as aeronaves ocuparam a mesma trajetória, incluindo se uma entrou na “avenida virtual” da outra ou se houve erro de posição.
- Especialistas destacam que, em cidades grandes, há rotas pré-determinadas e telecomunicações entre pilotos, mas o uso de instrumentos de navegação é pouco comum em voos de helicóptero de pequeno porte.
- A Anac informou que vai apurar se o helicóptero com quatro passageiros operava de forma clandestina e ressaltou a necessidade de que empresas de táxi-aéreo estejam regularizadas; não houve confirmação sobre comunicação com o controle de tráfego aéreo no momento do acidente.
O acidente ocorreu no Rio de Janeiro e envolve dois helicópteros em pleno voo. Seis pessoas morreram, entre elas o cantor Oliver Tree e quatro acompanhantes; no outro helicóptero estava apenas o piloto. A tragédia ocorreu no domingo, 14 de junho, em área urbana da segunda maior metrópole do Brasil.
As aeronaves vinham em trajetos próximos quando colidiram no ar, segundo relatos de testemunhas. A operação envolveu apenas helicópteros de pequeno porte, sem pilotos feridos, e a investigação inicial aponta para falhas na organização de rotas e na comunicação entre as aeronaves.
Entre os ocupantes estavam o youtuber argentino Gaspar Prim, o produtor musical Lucas Frota, o diretor argentino Lucas Vignale e o piloto Alexandre Souza. No segundo helicóptero, estava apenas o piloto Charles Marsillac. Não houve sobreviventes.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que acidentes com colisões no ar entre helicópteros são raros. O foco das apurações é entender por que as aeronaves ocuparam a mesma trajetória no espaço aéreo da capital fluminense.
O ponto central da investigação envolve as chamadas avenidas virtuais do voo, ou seja, as rotas pré-determinadas que guiam os helicópteros em grandes cidades. A hipótese é de invasão de espaço por uma das aeronaves ou de desvio de ambas.
Controle de voo e regime visual
A maioria dos helicópteros opera em regime visual, com o piloto definindo trajetos pela observação do ambiente. Mesmo com autonomia, há procedimentos de rádio e rotas padronizadas para evitar colisões em áreas de tráfego intenso.
Profissionais consultados explicam que, em condições climáticas ruins, o voo visual pode ser proibido. Em grandes cidades, há comunicação constante com controladores de tráfego para manter a consciência situacional.
O controle por instrumentos é menos comum em voos de helicóptero de pequeno porte. O voo por instrumentos exige mais altitude e maior separação entre aeronaves, tornando a situação mais complexa.
Em cidades grandes, ainda assim, o uso do transponder e de sistemas de detecção pode subsidiar a avaliação de risco. No caso em questão, não houve confirmação pública sobre os sinais de rastreamento emitidos pelas aeronaves.
Anac e Cenipa na apuração
A Agência Nacional de Aviação Civil informou que vai verificar se uma das aeronaves efetuava transporte remunerado de passageiros. Em voo privado, a operação é permitida apenas para uso do proprietário e convidados, sem cobrança de terceiros.
A Anac indicou que a aeronave envolvida tinha registro para transporte privado e que houve monitoramento de voos na região, sem confirmação de irregularidades na época. A agência ressalta que não cabe tirar conclusões sobre o acidente com base em situações anteriores.
A investigação está sob responsabilidade do Cenipa, com participação de especialistas da Universidade de São Paulo para analisar fatores técnicos, operacionais e de comando de tráfego. O objetivo é esclarecer as causas com base em perícias e dados de voo.
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