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Grupo de WhatsApp ensinava como viralizar rope jump que matou jovem

Testemunhas dizem que grupo 'Entre Cordas' priorizava viralização; operação era amadora, sem CNPJ, e a ausência de cordas de segurança contribuiu para a tragédia

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  • Grupo de WhatsApp chamado “Entre Cordas” era utilizado para orientar participantes e, principalmente, para dicas de como viralizar vídeos nas redes sociais.
  • Segundo testemunhas, a atividade era organizada de forma amadora, com foco na visibilidade online e não em normas formais de operação.
  • Aproximadamente 80 turistas participavam do salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo; a coordenadora pedagógica Rafael Goulart estava no local.
  • Participantes e vídeos viralizados eram destacados pela equipe; houve relatos de que a empresa não possuía registro formal ou CNPJ.
  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu após ser lançada sem as cordas de proteção; a Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual.

O rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), reuniu moradores e visitantes para um salto que terminou em tragédia. Testemunhas afirmam que a atividade era organizada de forma amadora, com foco em cliques e vídeos para redes sociais.

O grupo responsável atuava por meio de um WhatsApp chamado entre cordas, onde eram compartilhadas orientações de segurança, mas o objetivo principal era orientar sobre como viralizar conteúdos. A operação não possuía registro formal.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada pela equipe sem as cordas de proteção. Cerca de 80 turistas teriam participado do salto no momento do acidente, entre eles o coordenador pedagógico Rafael Goulart, que estava no local.

Desempenho e registro

Goulart relatou que a equipe mostrava conteúdos virais e ensinava como aumentar o alcance das publicações. Segundo ele, a organização dependia de seguidores e de vídeos com grande visualização.

Em áudio, uma participante afirma que muitos procuravam a atividade pela repercussão na internet. A gravação cita um caso em que uma participante chamada Vitória alcançou mais de 15 milhões de visualizações por meio de humor e situações engraçadas.

Orientações de segurança: segundo a testemunha, as instruções de proteção existiam, mas transferiam a responsabilidade aos praticantes. Alega que a corda não foi instalada e que acidentes poderiam ocorrer por falhas dos próprios participantes.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que aponta que Maria Eduarda deveria estar presa a duas cordas, mas nenhuma estava fixada. Questionamentos sobre o desaparecimento de uma GoPro também surgem, com relatos de retirada do equipamento após a queda.

Situação jurídica e perspectivas

Os responsáveis pela operação estão presos. O crime é investigado como homicídio com dolo eventual, na avaliação da polícia, pela prática de um ato de alto risco sem a devida proteção.

A defesa dos envolvidos busca esclarecer as circunstâncias e espera por diligências que contribuam para as apurações. O caso alimenta debate sobre a regulamentação de atividades radicais e a segurança de práticas amadoras no país.

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