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Quadrilha da PCDF apagava multas do Detran e faturava R$ 134 mil por dia

Operação Bypass: três presos temporariamente por fraude ao Detran-DF; bloqueio de bens de 12,06 milhões e movimentação de 134 mil reais por dia

PCDF: quadrilha apagava multas do Detran e faturava R$ 134 mil por dia
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  • A Polícia Civil deflagrou a terceira fase da Operação Bypass, que investiga uma organização criminosa que invadia o sistema do Detran-DF para apagar multas, alterar débitos e regularizar CNHs suspensas ou cassadas.
  • Três pessoas foram presas temporariamente por determinação da 7ª Vara Criminal de Brasília; houve mandados de busca e apreensão e bloqueios de bens, contas e criptoativos, totalizando restrições de R$ 12,06 milhões.
  • A organização promovia os serviços abertamente nas redes sociais, utilizando perfis com muitos seguidores para atrair clientes.
  • Ao longo de três fases, nove pessoas já foram presas; o grupo ocultava recursos por meio de empresas de fachada e diversas transferências entre integrantes.
  • Os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, fraude eletrônica, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas máximas que somam até 32 anos de prisão.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (16/6), a terceira fase da Operação Bypass. A investigação mira uma organização criminosa que invadiu o sistema do Detran-DF para apagar multas, alterar débitos de veículos e regularizar carteiras suspensas ou cassadas. A ação envolve cumprimento de mandados, com apoio de aparelhos de bloqueio de bens.

Segundo a DRCC, responsável pelo caso, o esquema era mantido mediante pagamento dos próprios beneficiários. A organização mantinha perfis nas redes sociais para oferecer os serviços de forma pública, atraindo clientes com dezenas de milhares de seguidores.

Nesta fase, três pessoas foram presas temporariamente por determinação da 7ª Vara Criminal de Brasília. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio de bens, contas e criptoativos. O valor total das restrições patrimoniais chega a 12,06 milhões de reais.

Andamento da operação

A operação já teve três fases, com desdobramentos que apontam uma estrutura hierarquizada. A primeira fase mirou a cúpula, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo para explorar vulnerabilidades do Detran. A segunda avançou sobre a comercialização dos serviços ilícitos.

Ao todo, nove pessoas já foram presas ao longo das etapas. Os investigadores apontam que recursos eram ocultados por meio de empresas de fachada e por meio de diversas transferências entre integrantes. A PCDF estima que o grupo movia cerca de 134 mil reais por dia.

Os investigadores recorreram a monitoramento de redes sociais, ações controladas e análise do fluxo financeiro para desvendar o esquema. Os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, fraude eletrônica, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As apurações devem prosseguir para identificar outros possíveis integrantes e dimensionar o alcance das fraudes contra o sistema do Detran-DF.

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