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Cinco impactos da menopausa na saúde ginecológica da mulher

Síndrome geniturinária e alterações urinárias elevam desconforto, risco de infecções e afetam qualidade de vida na menopausa

O acompanhamento médico permite diagnosticar precocemente possíveis doenças e orientar tratamentos que ajudam a reduzir os sintomas
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  • A menopausa é a interrupção definitiva da menstruação, geralmente entre quarenta e cinco e cinquenta e five anos, com queda de estrogênio e progesterona.
  • Síndrome geniturinária: afinamento da mucosa vaginal, secura, dor durante a relação e aumento de infecções urinárias; tratamento pode incluir estrogênio local e opções não hormonais.
  • Alterações urinárias: maior frequência, urgência e incontinência, com manejo via fisioterapia do assoalho pélvico, estrogênio vaginal e, em alguns casos, medicações ou procedimentos mínimos.
  • Infecções vaginais: pH vaginal mais alto e desequilíbrio da microbiota aumentam candidíase e vaginose bacteriana; tratamento adequado com antifúngicos, antibióticos e uso de probióticos quando indicado.
  • Sangramentos uterinos irregulares: alterações no fluxo durante a transição; após a menopausa estabelecida, qualquer sangramento é alerta e precisa de avaliação por ultrassonografia transvaginal ou biópsia endometrial.

A menopausa é um marco natural na vida da mulher, marcado pela interrupção definitiva da menstruação após 12 meses sem ciclos. O fim da fertilidade ocorre pela redução de estrogênio e progesterona nos ovários, o que implica mudanças na saúde ginecológica. O climatério costuma ocorrer entre 45 e 55 anos.

Especialistas destacam que a menopausa afeta não apenas o aspecto reprodutivo, mas também o metabolismo, o emocional e a qualidade de vida. O acompanhamento médico é essencial para diagnosticar precocemente alterações e orientar tratamentos que aliviem os sintomas.

A seguir, apresentam-se os principais impactos da menopausa na saúde ginecológica, com base em evidências médicas e na experiência clínica. As informações são organizadas para indicar o que acontece, quem está envolvido, quando, onde e por quê.

Síndrome geniturinária

A queda de estrogênio deixa o tecido vaginal mais fino, menos elástico e menos lubricado. Resultado: secura, ardência, dor durante a relação e maior risco de infecções urinárias.

Essa condição também pode afetar a autoestima e a vida sexual. O tratamento é individualizado, com estrogênio local como opção padrão para restaurar a mucosa e reduzir desconfortos.

Para quem não usa hormônios, hidratantes vaginais e lubrificantes são alternativas. Em alguns casos, laser vaginal ou radiofrequência podem ser indicados, com evidência ainda em evolução.

Alterações urinárias

A proximidade entre sistemas genital e urinário facilita que a atrofia dos tecidos aumente a frequência urinária e a urgência. Infecções urinárias recorrentes também são mais prováveis.

A fisioterapia do assoalho pélvico é uma das principais estratégias. O uso de estrogênio vaginal beneficia a uretra e a bexiga. Em alguns quadros, medicações para bexiga hiperativa ou procedimentos minimamente invasivos podem ser considerados.

Infecções vaginais

O desequilíbrio do pH vaginal, agravado pela queda hormonal, favorece candidíase e vaginose bacteriana. Diminuição de lactobacilos e glicogênio vaginal contribuem para esse ambiente menos ácido.

Sintomas comuns incluem corrimento, odor, coceira e ardência, com maior recorrência em pessoas predispostas. O diagnóstico preciso orienta o tratamento específico para cada infecção.

Antifúngicos são usados para candidíase, antibióticos para vaginose. Provarióticos e estrogênio local também ajudam a restaurar a microbiota vaginal, além de orientações comportamentais para evitar irritantes.

Sangramentos uterinos irregulares

Durante a transição para a menopausa, fluxos e duração dos ciclos podem variar. Após a menopausa estabelecida, qualquer sangramento é sinal de alerta e precisa ser investigado.

A depender do quadro, terapias hormonais podem controlar sangramentos durante o climatério. Em menopausa confirmada, ultrassom transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial ajudam no diagnóstico e tratamento.

Disfunção sexual

A secura vaginal, aliada a fatores hormonais e emocionais, pode reduzir o desejo e o prazer. Não se trata de uma condição inevitável, e há caminhos terapêuticos.

A estrogenização local pode diminuir dor e desconforto, e lubrificantes facilitam a relação. Em alguns casos, pode haver necessidade de terapia hormonal sistêmica, além de acompanhamento psicológico ou sexual.

O acompanhamento médico constante é fundamental para assegurar conforto, bem-estar e qualidade de vida durante a menopausa.

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