- Garimpo em Curionópolis, no sudeste do Pará, avança com escavadeiras sob a linha de transmissão Belo Monte, arriscando torres e a estrutura da rede elétrica.
- A BMTE Transmissora de Energia denunciou o caso à Polícia Federal no fim de maio, alertando que as atividades já atingiram áreas sensíveis da linha.
- A empresa afirma que o garimpo pode comprometer a estabilidade das torres e causar falha na transmissão, com potencial apagão em estados devido ao funcionamento integrado da rede.
- A denúncia aponta que, apesar de avisos técnicos anteriores, as operações continuam em pleno funcionamento, inclusive perto de áreas de aterramento e do sistema de contrapeso.
- Órgãos como Aneel, GSI, MME e ANM foram acionados ou informados; até o momento, não houve respostas oficiais detalhadas, enquanto a Polícia Federal investiga o caso.
O garimpo ilegal avança em Curionópolis, no sudeste do Pará, com escavadeiras e outras máquinas pesadas sob a linha de transmissão conhecida como linhão de Belo Monte. A BMTE Transmissora de Energia informou à Polícia Federal e a órgãos federais que a atividade pode provocar quedas de torres e blecautes. A denúncia foi feita no fim de maio e as autoridades foram avisadas.
Imagens aéreas mostram o maquinário em operação em barrancos de terra, sob as torres que carregam energia por mais de 2.100 quilômetros, ligando a Amazônia ao Sudeste. Segundo a concessionária, o garimpo já atingiu áreas sensíveis da estrutura e pode comprometer a estabilidade de componentes da linha.
Segundo a BMTE, o dano potencial extrapola o âmbito privado, com risco de interrupção do sistema elétrico nacional. A empresa informou ainda que a exploração já alcançou áreas de aterramento e pode ter afetado o sistema de contrapeso de ao menos uma torre, mesmo após alertas técnicos prévios.
Medidas e respostas oficiais
A BMTE detenha direito de uso da faixa, mas não é proprietária dos terrenos nem tem poder de polícia para remover invasores. Autoridades não responderam até a publicação sobre o caso. A PF não comenta investigações em andamento.
O Ministério de Minas e Energia afirmou ter adotado providências com órgãos de fiscalização e segurança pública. A ANM informou que acompanha o caso e apurará atividade minerária irregular, em conjunto com os órgãos competentes, para tomar as medidas cabíveis.
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