- A Turma, grupo ligado a Daniel Vorcaro, planejou emboscar o ex-jogador da NBA e DJ Rony Seikaly, com investimento de até R$ 10 milhões para ações de intimidação no Brasil.
- O plano incluía contratar alguém em Miami para seguir Seikaly e simular um flagrante com drogas, usando imprensa e pressão de milícia e polícia no Rio de Janeiro ou Belo Horizonte.
- Vorcaro sugeriu ainda usar a Interpol para intimidar, pedindo que Mourão envolvesse o “amigo da Interpol”; houve produção de um ofício falso com timbre do Ministério Público Federal.
- A PF apontou que houve desavença entre Seikaly e um filho de Vorcaro; Mourão, apresentado como Sicário, recebeu orientações para obter dados de Seikaly em Miami e Brasil.
- A investigação envolve acessos indevidos a sistemas do Ministério Público Federal para forjar o ofício e ainda busca esclarecer se o documento chegou a pedir apoio à Interpol.
Rony Seikaly, ex-jogador da NBA, foi alvo de um esquema investigado pela Polícia Federal. A operação envolve a Turma, núcleo criado e controlado por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O plano teria sido manter contato com o objetivo de intimidar o atleta.
Segundo apuração da PF, o grupo discutiu contratar alguém em Miami para acompanhar Seikaly, simular um flagrante com drogas e promover pressão no Brasil. A ação seria financiada com o equivalente a cerca de 10 milhões de reais, conforme o testemunho capturado pela investigação.
A trama envolve Felipe Mourão, identificado pela PF como Sicário, e outros membros da Turma. Os diálogos remetem a uso de métodos de intimidação e acessos indevidos a sistemas governamentais. O episódio está registrado em representação processual vinculada a medidas especiais.
Investigações e desdobramentos
A PF detalha que Mourão solicitou informações sobre Seikaly a um policial federal, para mapear habilitações, endereços e contatos no exterior. Dados apontaram que o DJ estaria na Espanha no momento das tratativas. Também houve a tentativa de forjar um ofício à Interpol com timbre do Ministério Público Federal.
De acordo com a apuração, os integrantes da Turma teriam elaborado o documento falso com o objetivo de obter apoio institucional. A PF investiga se houve uso efetivo desse ofício para pressionar entidades internacionais. O caso tramita no STF, em decisão que tornou públicos os anexos da representação.
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