- O Obama Presidential Center, em Jackson Park, Chicago, abre ao público na sexta-feira, 19; a cerca que separava o entorno será removida e o espaço ganhará um parque ampliado.
- O museu não é biblioteca nem monumento: é gerido pela Obama Foundation, com acervo presidencial inteiramente digitalizado (cerca de 30 milhões de páginas) e foco em educação cívica, jovens, professores e moradores.
- A inauguração tem discurso de Michelle e Barack Obama; o lugar sustenta a ideia de que a história do South Side moldou a trajetória deles e serve para debater democracia, igualdade e participação cívica.
- A mostra reúne trinta artistas de origens diversas, com peças originais que convidam à reflexão sobre direitos civis, feminismo e movimentos sociais, incluindo referências a Jane Addams, Marcha das Mulheres e Black Lives Matter.
- A previsão é de entre 625 mil e 760 mil visitantes por ano, com geração de empregos e impacto econômico no South Side; a cerimônia de inauguração ocorre em 18 de junho, e a abertura ao público celebra o Juneteenth.
Barack Obama retorna a Chicago para apresentar o Obama Presidential Center, o centro presidencial da Obama Foundation. O espaço, no Jackson Park, abre para imprensa privada na quarta-feira, 17, e a cerca que dividia o terreno desde o antigo acesso será retirada apenas na inauguração ao público, nesta sexta-feira, 19. O projeto aposta em arte, memória e democracia para estimular participação cívica.
O museu é a principal atração do complexo, que ocupa 7,7 hectares e integra uma filial da Biblioteca Pública de Chicago, área de convivência com quadra oficial da NBA, restaurante e jardins. Todo o acervo presidencial foi digitalizado, com cerca de 30 milhões de páginas, permitindo acesso remoto e presencial a conteúdos históricos.
O que acontece dentro
O percurso da exposição começa com temas da história dos Estados Unidos, como independência, escravidão e direitos civis, antes de chegar à trajetória pessoal do casal Obama. Painéis reconstroem a vida dele no South Side antes da política, com foco em raízes, comunidade e resiliência.
A instalação artística ocupa espaços estratégicos do museu, com obras que conectam o ativismo histórico a lutas contemporâneas. Fragmentos de discursos de mulheres e referências a movimentos como a Marcha das Mulheres e o Black Lives Matter aparecem ao longo das galerias.
O cenário e a missão
No alto da torre, a Nelson Mandela Sky Room oferece visão do South Side e do Lago Michigan. A sala ressalta a ideia de liberdade coletiva e liderança pautada pelo serviço público. O teto traz a obra Sky of Hope, com palavras que estimulam o pensamento sobre mudanças.
O museu não funciona como biblioteca nem como monumento tradicional; ele é apresentado como espaço voltado a jovens, professores e moradores, com foco em participação cívica e reflexão sobre o impacto de políticas públicas.
O bairro e o futuro
O South Side, historicamente carente de investimentos, é o eixo de transformação do projeto. A fundação estima entre 625 mil e 760 mil visitantes por ano, com geração econômica estimada em US$ 2 bilhões para a região na primeira década.
A proposta provoca debates locais sobre valorização imobiliária e deslocamento. Defensores apontam ganhos por meio de atividades culturais e geração de empregos; críticos temem impactos negativos para moradores de baixa renda.
Inauguração e próximos passos
A cerimônia de inauguração oficial está marcada para quinta-feira, 18, na John Lewis Plaza, com shows e performances de diversos artistas. A abertura ao público ocorre na sexta, 19, no feriado Juneteenth, reforçando o objetivo de diálogo cívico.
Ao final da visita, o visitante encontra uma mensagem do ex-presidente sobre a responsabilidade individual na promoção de mudanças. O museu propõe que cada pessoa pense sobre seu papel na sociedade, sem promover conclusão ou opinião.
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