- A Polícia Federal encontrou na casa de Manoel Mendes Rodrigues, tratado como miliciano e bicheiro, um comprovante bancário no valor de R$ 7 milhões.
- Segundo as investigações, Rodrigues foi contratado no Rio de Janeiro pelo banqueiro Daniel Vorcaro para perseguir ex-funcionários do Banco Master entre 2024 e 2025.
- O grupo, identificado pela PF como a “Turma do Rio” e ligado a Manolo Dom, intimidou ex-funcionários do empresário, conforme gravações obtidas pela polícia.
- Na residência de Dom, no condomínio na zona oeste do Rio, foram apreendidos um cheque de R$ 40 mil, cinco cheques de R$ 25 mil, dois smartphones e um computador.
- A PF aponta que as ações entre Vorcaro e Dom eram intermediadas por Luis Phillipe Mourão, o Sicário, com repasses de cerca de R$ 1 milhão mensais para Mourão e distribuição entre o grupo, via notas fiscais frias e empresas de fachada.
A Polícia Federal localizou na residência de Manoel Mendes Rodrigues um comprovante bancário no valor de 7 milhões de reais. Rodrigues é apontado como miliciano e bicheiro contratado para agir contra ex-funcionários do Banco Master, no Rio de Janeiro, entre 2024 e 2025. A apuração indica que o dinheiro era parte de operações do grupo ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
Segundo as investigações, Rodrigues integrava a “Turma do Rio” e atuava ao lado de outros seis policiais na intimidação de antigos colaboradores do empresário dono do Master. Gravações obtidas pela PF sugerem ações de dominação e pressão contra ex-funcionários, com participação de integrantes que já estavam foragidos.
Na residência de Manoel Dom, um condomínio na zona oeste do Rio, foram apreendidos ainda um cheque de 40 mil reais, cinco cheques de 25 mil reais, dois smartphones e um computador. A origem dos recursos não foi detalhada pela PF, que investiga a cadeia de pagamentos envolvendo o grupo.
Contatos e cadeia de pagamentos
A apuração aponta que Vorcaro utilizava intermediários para manter contato com Dom, entre eles Luis Phillipe Mourão, conhecido internamente como Sicário. Investigações indicam que o pai de Vorcaro repassava cerca de 1 milhão de reais por mês a Mourão, que redistribuía os recursos entre o grupo fluminense.
A PF aponta ainda o uso de notas fiscais frias e de empresas de fachada para consolidar os pagamentos. Em mensagens, Vorcaro e Mourão discutiam operações que envolviam agentes da PF em atuação sigilosa, segundo os investigadores.
Desdobramentos e depoimentos
Entre as situações reportadas, houve uma investida contra o chef de cozinha e o capitão do Solar I, navio de Vorcaro, ancorado em Angra dos Reis. Diálogos encontrados mostram a preocupação com a gravação de festas na embarcação e a necessidade de intervenção do grupo.
O capitão da embarcação, citado em depoimento, negou a existência de gravações durante encontro com membros do grupo. Em julho de 2024, a empresa responsável pela gestão do navio demitiu o capitão, após relatos de ameaças a familiares e trabalhadores.
Dois homens, incluindo Dom, visitaram o chef para informar que tinham informações sobre a rotina dele. Relatos indicam que dados pessoais foram reunidos e apresentados ao empresário, conforme apuração da Polícia Federal.
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