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Polícia investiga documentos falsos usados na eutanásia de animais em Canoas

Investigação aponta laudos veterinários falsos para justificar eutanásia de animais resgatados em Canoas, com indícios de uso indevido de doações

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  • A Polícia Civil investiga Paula Lopes, ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, em novo desdobramento relacionado à possível produção de laudos falsos para justificar a retirada e eutanásia de animais resgatados.
  • Mensagens indicariam a orientação de uma servidora pública sobre como obter documentos veterinários e exames para caracterizar maus-tratos, mesmo sem comprovação adequada.
  • Há apurações sobre possível compartilhamento de informações sigilosas pela servidora com Paula Lopes, e o caso deve ser encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
  • Paula Lopes, presa na segunda fase da Operação Carrasco, é investigada por maus-tratos, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional; há indícios de eutanásia de animais com doenças tratáveis para gerar campanhas de arrecadação.
  • A polícia ressalta que as suspeitas referem-se à atuação de Paula Lopes e não representam o trabalho das secretarias de Bem-Estar Animal ou de entidades de proteção animal em geral; novas diligências devem ocorrer nos próximos dias.

A Polícia Civil avança na investigação sobre a ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, suspeita de produzir laudos falsos para justificar a retirada e a eutanásia de animais resgatados. A apuração envolve uma servidora pública identificada pela reportagem como policial civil.

Conforme as mensagens obtidas, houve orientação para utilizar laudos veterinários e exames de sangue de outros animais para simular maus-tratos e justificar a retirada da guarda dos tutores. Também é apurada a possível divulgação de informações sigilosas pela servidora à ex-secretária.

Paula Lopes foi presa na segunda fase da Operação Carrasco, deflagrada nesta semana, junto com dois veterinários. Os crimes investigados incluem maus-tratos, estelionato, associação criminosa e quebra de sigilo funcional. A polícia investiga uso de casos de abandono para captação de doações.

A apuração avança

A polícia analisa aparelhos celulares apreendidos para identificar outros envolvidos e rastrear a destinação das arrecadações. Há indícios de que tratamentos de doenças foram usados para justificar campanhas de arrecadação públicas.

A Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas ressaltou que as suspeitas se referem apenas à atuação de Paula Lopes e não representam o trabalho da secretaria nem de entidades de proteção animal. O caso segue em investigação e novas diligências devem ocorrer nos próximos dias.

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