- Quatro terreiros de religiões de matriz africana de São Paulo foram tombados como patrimônios protegidos pelo município.
- Os espaços são Ilê Dara Asè Òsún Eyin, em Sapopemba; Ilê Asé Omo Igbo Omi, em Ermelino Matarazzo; Terreiro de Candomblé Abassá Oxum Oxóssi, no Cangaíba; e Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, na Brasilândia.
- A decisão foi tomada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), com base no valor histórico, cultural, religioso e social; o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) elaborou os processos.
- Os terreiros são referências para a memória, identidade cultural e religiosidade das comunidades negras na cidade e contribuem para o enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.
- A proteção patrimonial garante a preservação de elementos sagrados e permite adaptações para continuidade das atividades religiosas, respeitando tradições e funções sociais.
Quatro terreiros de religiões de matriz africana da cidade de São Paulo passaram a integrar a lista de patrimônios protegidos pelo município. A decisão foi aprovada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), que reconheceu o valor histórico, cultural, religioso e social desses espaços para a capital.
O reconhecimento reforça a importância dos terreiros na preservação das tradições afro-brasileiras, bem como na memória, identidade cultural e religiosidade das comunidades negras da cidade. O processo foi elaborado pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH).
Entre os espaços tombados estão o Ilê Dara Asè Òsún Eyin, em Sapopemba (zona leste); o Ilê Asé Omo Igbo Omi, em Ermelino Matarazzo (zona leste); o Terreiro de Candomblé Abassá Oxum Oxóssi, no Cangaíba (zona leste); e o Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, na Brasilândia (zona norte). O CONPRESP destacou a continuidade das práticas, a preservação de símbolos e a atuação social.
Segundo o órgão, os terreiros também tiveram papel no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, aspectos considerados na avaliação para tombamento. O trabalho de documentação levou em conta aspectos como continuidade das práticas, conservação de elementos simbólicos e arquitetônicos, e atuação comunitária ao longo dos anos.
Entre as lideranças reconhecidas, o Ilê Dara Asè Òsún Eyin nasceu pela atuação de Pai Cido de Oxum, referência do candomblé queto em Sapopemba desde a década de 1980. Além da dimensão religiosa, Pai Cido também promoveu a cultura afro-brasileira por meio de rádios, jornais e registros sonoros de cânticos.
O Ilê Asé Omo Igbo Omi, liderado por Mãe Izis de Logunedé, foi destacado pela preservação da tradição iorubá e pela arquitetura inspirada em compounds africanos. A casa também é reconhecida pela integração entre práticas do candomblé e da umbanda.
O Terreiros de Candomblé Abassá Oxum Oxóssi, fundado por Mãe Caçulinha e hoje conduzido por Mãe Kátia, foi citado pela preservação da tradição angola e pela trajetória histórica de mulheres negras na consolidação do candomblé paulista. A decisão assegura proteção aos espaços e permite adaptações compatíveis com a continuidade das atividades religiosas.
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