- A exposição “Surrealismos: Arte para Além da Razão” marca a mudança da Pinakotheke para uma casa histórica em Higienópolis, São Paulo, após 25 anos no Morumbi.
- O conjunto reúne cerca de cem artistas e movimentos, com obras de Dalí, Magritte, Tarsila do Amaral, Farnese de Andrade, Erika Verzutti, Maria Martins e outros, explorando o surrealismo tradicional e expandido.
- A mostra recebe cerca de 250 visitantes por dia; no sábado de Corpus Christi, o público ultrapassou mil pessoas, com limite de 100 espectadores na entrada.
- A curadoria é de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, que buscaram obras em coleções privadas e investiram na divulgação por meio de influenciadores e TikTok.
- A nova sede foi aberta após reforma de um ano no casarão dos anos 1930, com infraestrutura para dois andares expositivos, biblioteca e café, justificada pela dificuldade de atrair público para atravessar a ponte.
A Pinakotheke reabriu em São Paulo em um novo endereço, após 25 anos no Morumbi. A mostra Surrealismos: Arte para Além da Razão reúne obras de Dalí, Magritte, Tarsila do Amaral e Maria Martins, entre outros, em uma casa histórica de Higienópolis. A mudança marca a criação de um espaço de referência na Paulista.
A exposição, aberta desde o final de maio, recebe cerca de 250 visitantes por dia. No feriado de Corpus Christi, o público passou de mil pessoas, movimento incomum para galerias da cidade. Disponibiliza-se aviso de lotação para cem espectadores.
Os curadores são Max Perlingeiro, empresário da galeria, e Tadeu Chiarelli, que organizam a mostra. A curadoria amplia o surrealismo para além do eixo europeu, incluindo artistas brasileiros e latino-americanos que trabalham com irracionalidade e sonho.
A casa de quase 100 anos, localizada perto da Avenida Paulista, passou por ampla reforma de um ano. O projeto de renovação ficou a cargo do arquiteto Luciano Dalla Marta, com espaços expositivos interligados por uma escada em caracol azul. Ao lado, há café e livraria.
Na exposição, o núcleo clássico relaciona Dalí, Magritte e Cocteau, entre outros, com obras de linguagem diversa. Além de pintura, gravuras, esculturas e vídeos compõem o conjunto, apresentando uma leitura expandida do surrealismo.
Entre as obras, destacam-se peças de Farnese de Andrade, com uma caixa de resina que remete a elementos tecnológicos, e esculturas de Erika Verzutti que dialogam com a figura feminina e temas amazônicos. A presença de Tarsila do Amaral e de Gabriel Delph é observada em cruzamentos de referências modernistas.
A mostra também traz obras de Maria Martins, incluindo esculturas e gravuras que dialogam com o subtexto do tropicália e do surreal. A curadoria sustenta a ideia de que o surrealismo pode dialogar com realidades históricas distintas sem perder a radicalidade.
A nova sede da Pinakotheke fica próxima a outras galerias da cidade, como Gomide & Co e Vermelho. O espaço ocupa um casarão de décadas de 1930, não protegido pelo patrimônio, antigo imóvel que já funcionou como residência, museu do vinho e comitê de partido.
Para Perlingeiro, a mudança busca ampliar o alcance do público paulistano, destacando que muitos moradores não atravessam a ponte para acessar o Morumbi. A gestão ressalta a importância de facilitar o acesso a experiências artísticas contemporâneas sem perder a linha museológica do surrealismo.
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