- O turismo global atingiu recordes, com mais de 1,5 bilhão de viagens internacionais em 2025, 4% acima de 2024, impulsionado pela popularização do transporte, hospedagem e redes sociais.
- Cidades na Europa passaram a impor medidas para conter multidões, como circuits predeterminados, bilhetes, limites de visitantes em sítios históricos e uso de tecnologia para gerir fluxos.
- Exemplos citados incluem Machu Picchu, Ko Phi Phi e Baía Maya, onde há restrições de circulação, acampamento proibido e regras de visitação mais rigorosas para proteger patrimônio natural e cultural.
- No Brasil, 2025 registrou recorde de 9,2 milhões de turistas estrangeiros, com debate sobre overtourism e a necessidade de gestão pública que equilibre economia, infraestrutura e bem‑estar das comunidades.
- Especialistas defendem políticas públicas mais integradas, promoção de destinos alternativos e distribuição eficiente dos impactos, para crescer o turismo de forma sustentável sem comprometer ecossistemas e qualidade de vida local.
O turismo de massa vive uma fase de recordes, mas a pressão sobre destinos populares aumenta. Brasil e outros países celebram números expressivos, enquanto cidades europeias adotam medidas para conter multidões e conservar patrimônios.
Machu Picchu, Ko Phi Phi e outras regiões passaram de liberdade de circulação a circuitos delimitados, com passarelas e controle de acesso. Reaberturas sob regras rígidas visam reduzir impactos ambientais e sociais causados pelo fluxo intenso de visitantes.
Diversos lugares implementam barreiras, cobrança de ingressos e uso de tecnologia para orientar visitas. Baías, sítios arqueológicos e ruas históricas ganham restrições diárias de visitação, limitando horários, rotas e permanência de turistas.
A globalização do turismo explodiu com transporte mais acessível e plataformas de hospedagem compartilhada. Redes sociais criaram o apelo “instagramável”, ampliando a procura por destinos visualmente atraentes, o que sustenta o crescimento do setor.
Especialistas destacam que o acesso facilita o turismo, mas a capacidade de absorção depende de infraestrutura, serviços e gestão pública. Aglomerações sem planejamento trazem impactos em água, energia, lixo, trânsito, segurança e preservação ambiental.
No Japão, cidades como Fujiyoshida e Kyoto adotam medidas rígidas: cancelamento de eventos, fechamento de ruas e controle de visitas. Em Kyoto, há aplicação de dados em tempo real sobre aglomeração e serviços de bagagem para reduzir ocupação no transporte público.
No Brasil, o fluxo cresce de forma expressiva: 9,2 milhões de estrangeiros em 2025, com aumento de 37% frente a 2024. A COP30, câmbio e campanhas ajudam, mas especialistas apontam necessidade de ações de gestão para evitar impactos locais.
João Tasso, da UnB, afirma que o problema é mais a capacidade de destinação dos impactos do que o número bruto de visitantes. Mariana Aldrigui, da USP, critica a gestão pública do turismo brasileiro e defende modelos que distribuam benefícios e protejam comunidades e ecossistemas.
O debate envolve políticas públicas, interesses locais e econômicos. Países e cidades precisam equilibrar desenvolvimento com preservação. Ações bem-sucedidas combinam turismo responsável, participação comunitária e infraestrutura adequada.
A título ilustrativo, exemplos internacionais incluem propostas como promover visitantes de maior poder de gasto em destinos específicos, reduzir concentrações de turismo e incentivar horários alternativos. Outras estratégias incluem taxas de visitação e restrições em áreas sensíveis.
Além das grandes cidades, o impacto também chega a regiões menos visadas, como o Pará e áreas de Lençóis Maranhenses. A adoção de medidas varia conforme contexto local, com foco em sustentabilidade e qualidade de vida dos moradores.
A leitura que emerge é de que o turismo, para crescer de forma sustentável, requer planejamento, investimento e governança que equilibre ganhos econômicos com preservação ambiental e bem-estar social.
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