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Apps de namoro revelam protocolo de segurança oculto

Apps de namoro revelam que a segurança é terceirizada, com medidas de proteção externas ao app para viabilizar encontros com mais confiança

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  • 57% dos internautas brasileiros já usaram apps de relacionamento, o que corresponde a 94 milhões de pessoas.
  • Entre os usuários, 34% já foram a encontros presenciais com alguém conhecido pelo app; 23% usaram, mas não foram a encontros.
  • 97% das pessoas que foram a encontros tomam ao menos uma medida de proteção.
  • Entre as medidas adotadas: 66% marcam encontros em locais públicos, 59% avisam amigos ou familiares, 49% compartilham a localização, 43% pesquisam a pessoa em outras redes sociais, 17% fazem videochamadas e 16% pedem que amigos acompanhem.
  • 15% dos brasileiros que já usaram apps afirmam ter sido vítimas de golpes nessas plataformas.

Os apps de relacionamento já são parte da vida digital brasileira, com 57% dos internautas tendo usado alguma plataforma, o que equivale a cerca de 94 milhões de pessoas. Entre os usuários, 34% já foram a encontros presenciais com alguém conhecido pela app, e 23% já usaram sem chegar a sair com alguém.

A partir dessas informações, cresce a percepção de que o atendimento à segurança envolve mais que a plataforma. Dados apontam que 97% das pessoas que foram a encontros com alguém conhecido por meio de app adotaram ao menos uma medida de proteção.

Mesmo com a adesão, a proteção costuma depender de camadas externas à plataforma. Encontros marcados em locais públicos aparecem em 66% dos casos, seguidos de avisos a amigos (59%) e compartilhamento de localização (49%).

Dados e mudanças na prática de uso

Pesquisas mostram que 43% pesquisam a pessoa em outras redes sociais e 17% fazem videochamadas antes do encontro. Entre as mulheres, os cuidados são ainda mais frequentes: 70% priorizam locais públicos e 66% avisam familiares ou amigos.

A segurança percebida hoje recebe apoio de ambientes fora do app, como bares, shoppings, WhatsApp e localização em tempo real. A confiança para transformar conversa em encontro depende dessas estruturas externas, indicando que a relação entre conhecer e sentir-se seguro continua mais complexa que o contato inicial.

Golpes, perfil dos usuários e desigualdades

A pesquisa sinaliza que 15% dos usuários já foram vítimas de golpes em plataformas de relacionamento. Considerando o universo de 94 milhões, isso representa milhões de pessoas impactadas por fraudes ou abusos.

O perfil de quem vai a encontros presenciais é mais masculino (41%), mais comum nas classes A e B (47%) do que nas classes C, D e E (27%). Entre gerações, millennials e geração X chegam a 36%, enquanto a geração Z fica em 29%.

Conectando desejo, orçamento e afeto

O estudo aponta que o uso de apps não elimina desigualdades da vida offline. O custo do deslocamento, o tempo e a disponibilidade para sair de casa continuam condicionando as escolhas. Ainda assim, o aplicativo reduz a barreira inicial de contato, abrindo caminho para encontros presenciais com alguma proteção.

Um grupo relevante é o de 23% que já usaram apps, mas nunca chegaram a encontros. Esse segmento pode indicar frustrações, medo ou limitações de matches, oferecendo às plataformas foco para reduzir barreiras e ampliar a confiança operacional.

Comportamento no Dia dos Namorados

Sobre o Dia dos Namorados, 73% dos que estão em relacionamento pretendem postar nas redes para comemorar, com a geração Z chegando a 80%. O uso de apps, somado à prática de checagens em outras redes, consolida a ideia de que a digitalização do afeto se tornou uma etapa da rotina afetiva mediada por telas.

Renato Meirelles, presidente do Locomotiva, destaca que o brasileiro negocia desejo, orçamento e afeto nesse contexto, ressaltando a importância de significado, conveniência e experiência no consumo ligado ao amor.

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