- A tendência solomaxxing (ou singlemaxxing) ganha espaço entre a Gen Z, com pessoas optando por ficar solteiras e priorizar a independência.
- Hyden, de 28 anos, interrompeu relacionamentos há quase três anos e passou a explorar viagens solo, hobbies, meditação e trabalho como terapeuta de pele em Londres.
- A prática ganhou força no TikTok, impulsionada pela cobrança crescente de custos para namorar nos Estados Unidos e no Reino Unido.
- Pesquisas indicam que o custo de um encontro nos Estados Unidos subiu para 189 dólares em 2026, e que mais de cinquenta por cento da geração Z britânica diz que as despesas impedem relacionamentos.
- Especialistas veem o movimento como uma evolução positiva, associada à rejeição de modelos tradicionais de relacionamento e à ideia de que viver sozinho pode trazer estabilidade e autodescoberta.
Hyden, 28 anos, decidiu não retornar aos encontros após o término de um relacionamento nearly três anos atrás. Mora em Londres e passou a explorar atividades solo, como viagens, leitura, paddleboard e ciclismo. Também iniciou meditação, criou um grupo de caminhadas e trabalha como terapeuta de pele.
O movimento solomaxxing, ou singlemaxxing, ganha força entre as jovens. A ideia é escolher deliberadamente ficar solteiro e priorizar a independência, em vez de buscar romance com rapidez. Para Hyden, a prática libertou a sensação de que estar sozinho é algo a ser superado.
Na prática, a tendência ganhou visibilidade no TikTok, com jovens documentando a frustração com o aumento do custo para relacionamentos. Nos EUA, o custo médio de um encontro cresceu para 189 dólares em 2026, conforme relatório de um índice financeiro.
Contexto financeiro e cultural
No Reino Unido, estudo da Barclays aponta gasto médio de mais de 111 libras por mês com encontros e apps, com mais da metade dos jovens Gen Z dizendo que esse custo os desencoraja a sair. Alguns apps chegaram a oferecer combustíveis gratuitos para atrair usuários.
Para Hyden, solomaxxing não é motivado pela dificuldade financeira, mas pela construção de uma vida autossuficiente. Ela afirma que estar sozinho reduz gatilhos externos e permite investir em hobbies e rotinas, sem preencher lacunas com alguém.
Pesquisas sugerem mudanças na forma como as pessoas encaram relacionamentos. Estudos indicam que quase metade dos adultos entre 18 e 34 anos afirma que estar solteiro traz mais tranquilidade do que estar em um relacionamento, e que a busca por metas pessoais pode justificar permanecer sem parceiro.
Visão de especialistas
A socióloga Bella DePaulo vê a evolução como positiva, especialmente para quem prefere a vida solteira. Ela ressalta que o casamento já foi visto como estabilidade; hoje, o equilíbrio pode estar na autonomia e na escolha consciente do estilo de vida.
Especialistas apontam que o fenômeno reflete uma mudança profunda nas dinâmicas de relacionamento. Autonomia, diversidade de estruturas e menos pressão social sobre casamento aparecem como tendências de gerações mais jovens.
Entre na conversa da comunidade