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Museu no sul da França recebe coleção excepcional de Cérès Franco

Museu Cooperativa-Museu Cérès Franco reabre em Montolieu após reforma, com duas exposições que revisitam a trajetória da pioneira crítica brasileira

Maximilien Fortier, diretor da Cooperativa-Museu Cérès Franco, que reabre suas portas a partir de 20 de junho de 2026, após três anos fechada para reformas.
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  • A Cooperativa-Museu Cérès Franco, em Montolieu, no sul da França, reabre em 20 de junho de 2026 após três anos de reformas.
  • A coleção de Cérès Franco foi doada à Montolieu em 2015 e reúne 1.763 quadros de 39 nacionalidades, preservados em uma antiga cooperativa vinícola.
  • A reabertura traz duas exposições: Os aventureiros do Olho de Boi, com 185 obras de 100 artistas; e Poemas para o mundo (Corneille, Chaïbia, entre outros).
  • Entre os artistas, há brasileiros como Frans Krajcberg, Flávio Shiró, Waldomiro de Deus, Eli Heil, Pedro Paulo Leal e Gontran Netto, além de 25 nacionalidades representadas.
  • O diretor Maximilien Fortier destaca que a coleção integra o patrimônio francês e busca dinamizar a cultura no meio rural, mantendo a trajetória de Cérès Franco como pioneira da crítica de arte.

A Cooperativa-Museu Cérès Franco, no sudoeste da França, reabre as portas em Montolieu após três anos de reforma. A instituição, instalada em uma antiga cooperativa vinícola, abriga a coleção de arte da crítica de arte, curadora e galerista brasileira Cérès Franco (1926-2021). A reabertura ocorre em 20 de junho.

A coleção, doada pela galerista em 2015, inclui 1763 quadros de 39 nacionalidades. O prédio de estilo art déco passou por melhorias de acessibilidade. Antes da reabertura, o museu recebeu o selo de Museu da França, reconhecendo seu papel na disseminação cultural.

A gestão da cooperativa afirma que integrar a rede dos museus franceses facilita a preservação e a transmissão da coleção. O objetivo é dinamizar a cultura no meio rural e revelar tesouros regionais, como o museu de Montolieu.

Duas exposições na reabertura

A mostra principal, Les aventuriers de l’œil-de-boeuf, apresenta 185 obras de 100 artistas para reconstruir a trajetória de Cérès Franco entre 1962 e 1972, quando atuava como crítica e, posteriormente, como galerista. A curadoria enfatiza a liberdade e o diálogo entre artistas populares, autodidatas e vanguardas internacionais.

Entre os expositores estão cerca de vinte artistas brasileiros, como Frans Krajcberg, Flávio Shiró, Waldomiro de Deus, Eli Heil, Pedro Paulo Leal e Gontran Netto, este último retratando Cérès Franco no centro da bandeira do Brasil. A mostra reúne obras de 25 nacionalidades.

A segunda exposição, intitulada poemas para o mundo, complementa a programação de reabertura, destacando a relação entre a curadora e a produção brasileira e internacional.

Contexto e impactos

A reabertura contou com a participação de jornalistas e especialistas, que destacaram a importância histórica de Cérès Franco na crítica de arte e na promoção da arte naïf brasileira. Analistas ressaltam a relevância de revitalizar um museu em área rural para ampliar o acesso à cultura.

A imprensa brasileira cobriu o evento, destacando a figura pioneira da curadora na França e seu papel na diffusão de artistas de diversas origens. A gestão do museu reforça que a exposição celebra o legado de Franco e sua influência no cenário artístico global.

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