- Jamie Varley, professor, adotou Preston Davey; as redes sociais do casal mostravam vida familiar perfeita, mas houve meses de abuso físico, sexual e emocional contra a criança.
- Preston morreu em julho de 2023, quatro meses após a adoção; Varley disse que ele teria se afogado acidentalmente no banho, mas a perícia apontou 40 ferimentos e não houve evidência de afogamento.
- A perícia concluiu que houve violência extrema e abuso sexual, com lesões externas e internas em grande quantidade; houve também sinais de anomalia na anatomia do garoto.
- Varley foi considerado culpado de assassinato após um júri de oito semanas; recebeu pena de prisão perpeta contínua (lifelong order), ou seja, nunca deverá ser liberado, salvo circunstâncias excepcionais.
- A parceira de Varley, John McGowan-Fazakerley, foi condenada a 25 anos de prisão por permitir a morte de uma criança, crueldade contra a criança e abuso sexual.
Jamie Varley, professor de 37 anos, foi condenado pela morte do filho adotivo Preston Davey, ocorrida em julho de 2023 após o casal adotivo ter recebido a criança quatro meses antes. Varley foi reconhecido como responsável pela morte e pela prática de abuso sexual contra Preston, em mais de um curriculum de crueldade. O caso ocorreu em Blackpool, no condado de Lancashire, no Reino Unido.
A promotoria descreveu Preston como alvo de meses de abusos físicos, sexuais e emocionais sob os cuidados de Varley e de sua parceira, John McGowan-Fazakerley. A defesa alegou que Preston teria se afogado acidentalmente no banho, mas o tribunal considerou a versão falsa. O veredito foi de homicídio, com Varley recebendo uma sentença de prisão perpétua, sem possibilidade de liberação, exceto em circunstâncias excepcionais.
Condenação e penas associadas apontam para uma rede de responsabilidades. McGowan-Fazakerley, de 32 anos, recebeu 25 anos de prisão após ser condenado por facilitar a morte de uma criança, crueldade contra menor e abuso sexual. A investigação, liderada pela polícia de Lancashire, apontou que a vida social do casal, amplamente exibida em redes sociais, não refletia a realidade. Esses registros públicos contrastavam com evidências de conflitos familiares, longas horas de trabalho e sinais de descontrole dentro de casa.
Evidências de abuso grave foram apresentadas ao longo do inquérito. Preston sofreu ferimentos repetidos, incluindo hematomas, convulsões e falhas respiratórias, antes de falecer. Três internações ocorreram antes da morte, com relatos de sangramentos, erupções cutâneas e fraturas. Ao chegar ao hospital, Preston foi declarado morto após o diagnóstico de múltiplas lesões, com resultados de autópsia indicando traumas externos e internos, incluindo sinais que sugerem abuso sexual, e descartando afogamento como causa.
Parte da apuração descreveu falhas na narrativa de Varley. A polícia indicou que ele tentou manipular a percepção pública ao apresentar uma imagem de família exemplar. O inspetor-chefe adjunto Andy Fallows ressaltou que a verdade por trás do caso envolve segredos e violência que vão além da aparência externa das redes sociais, destacando a gravidade dos crimes e a ausência de arrependimento demonstrada pela defesa.
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