- A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) busca Fernando Pereira de Lima, conhecido como “xarope”, apontado como membro do alto escalão do Comboio do Cão, facção originária do DF, com mandado de prisão preventiva em aberto.
- Xarope atuaria na distribuição e recebimento de cocaína, e duas ex-mulheres dele são apontadas como operadoras financeiras no DF, lavando dinheiro, pagando fornecedores e recebendo valores.
- A operação desta quinta-feira (18/6), realizada pela Draco/Decor, prendeu 12 pessoas investigadas por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro para o Comboio do Cão, com foco na estrutura financeira da facção.
- Além de mandados de prisão temporária e busca e apreensão, a Justiça autorizou o bloqueio de contas, sequestro de veículos, imóveis e outros ativos ligados aos investigados, inclusive em nome de terceiros.
- A investigação aponta que o grupo atua há mais de dez anos no DF, com ligações a fornecedores de outros estados; o líder conhecido como Wilinha tem condenação superior a trinta anos de prisão por homicídio.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga Fernando Pereira de Lima, conhecido como “xarope”, apontado como integrante do alto escalão do Comboio do Cão. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, após as operações contra a facção. A ofensiva ocorreu na esteira de uma ação anterior de combate ao grupo.
Xarope atuava na distribuição e recebimento de cocaína, conforme apuração policial. Na ofensiva desta quinta-feira (18/6), foram localizadas duas ex-mulheres dele, apontadas como operadoras financeiras no DF, responsáveis por lavagem de dinheiro, pagamento a fornecedores e recebimento de valores.
A operação concentrou-se na estrutura financeira da facção, com mandados de prisão temporária, busca e apreensão e o bloqueio de contas, além do sequestro de veículos, imóveis e outros ativos vinculados aos investigados, inclusive em nome de terceiros.
Estrutura e desdobramentos
A investigação aponta que o Comboio do Cão atua há mais de uma década no DF e mantém ligações com fornecedores em outros estados. A polícia afirma que o grupo utilizava lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial para disfarçar a origem dos recursos.
O líder identificado pela polícia como Wilinha já foi condenado a mais de 30 anos por homicídio. Outros integrantes responsáveis pela logística, transporte e distribuição de grandes cargas também foram detidos. A atuação abrangia aquisição, distribuição e movimentação de lucros.
Colaboração institucional
A ação envolveu Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário. Segundo as autoridades, as medidas visam reduzir a capacidade financeira e operacional do núcleo central da facção, atingindo patrimônio e fontes de recursos. As informações são decorrentes de investigações em andamento.
Entre na conversa da comunidade