- Caneta de retatrutida, em fase de testes e sem aprovação em nenhum país, é contrabandeada do Paraguai para o Brasil.
- Acompanhadas de ampolas, as apreensões indicam um mercado clandestino, com preço a partir de US$ 105 por unidade.
- A farmacêutica Eli Lilly busca aprovação regulatória para lançar o medicamento em 2027, embora ainda esteja em estudos.
- Em operações recentes, foram encontradas retatrutida em caixas de fundo falso de veículos, com destacada presença da substância, além de tirzepatida manipulada irregularmente.
- Autoridades ressaltam risco sanitário e apontam que o uso de produtos ainda experimentais pode trazer impactos à saúde coletiva; a Anvisa já destacou esse risco.
Em fase de testes e sem aprovação em nenhum país, a retatrutida surge em circulação clandestina ligada a ofertas de emagrecimento. A substância é alvo de apreensões na fronteira entre Brasil e Paraguai, onde laboratórios e importadores operam sem autorização.
A farmacêutica Eli Lilly trabalha na aprovação regulatória para lançamento em 2027, enquanto o mercado clandestino cobra preço elevado. Ampolas da retatrutida já aparecem entre itens de contrabando, abastecendo redes de comércio ilegal.
Em Foz do Iguaçu, a Receita Federal apreendeu caixas com remédios de origem incerta. Acredita-se que procedências incluam Paraguai ou Alemanha, mas o local de fabricação permanece não verificado pelos agentes.
Na operação em Santa Terezinha do Itaipu, fiscais encontraram 2.210 unidades de medicamentos em um fundo falso de veículo. Entre elas, pouco mais de 2.000 tirzepatidas e cerca de 100 retatrutidas, segundo a Folha.
O preço da retatrutida clandestina começa em US$ 105 por caneta, enquanto a tirzepatida paraguaia custa cerca de US$ 85. A diferença de valor reflete a disponibilidade restrita da substância.
Segundo o auditor fiscal Cláudio Roberto Caetano Marques, a retatrutida é um problema que avança no comércio ilegal e está associada a estudos promissores. Ele aponta risco à saúde devido ao uso não autorizado.
A perspectiva de crescimento do contrabando acompanha a busca por tratamentos estéticos não aprovados. A autorização regulatória internacional ainda não foi concedida para nenhum país, e o uso permanece experimental.
O caso também envolve redes de distribuição que atuam por meio de estruturas aparentemente regulares, como farmácias de manipulação e clínicas, segundo nota da Anvisa e da Polícia Federal. A fiscalização segue atenta.
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