- Um estudo conjunto mostrou que supervisão humana de conteúdos gerados por IA aumenta a credibilidade de veículos de imprensa; leitores tendem a confiar mais em textos com revisão humana do que em conteúdos totalmente automatizados.
- A transparência sobre o uso da IA também impacta a credibilidade: rotulagens claras ajudam, especialmente quando há potencial de alucinações ou vieses, mas o excesso de etiquetas pode levar leitores a checar fatos.
- A pesquisa diferencia “gerado por IA” de “assistido por IA”: a rotulagem precisa indicar adequadamente a origem do texto e o papel da IA no conteúdo.
- Recomendações práticas destacam rótulos simples e acessíveis, ícones interativos para informar sem sobrecarregar o leitor, posicionamento correto no topo do texto e padronização das etiquetas em toda a indústria.
- Além disso, outros estudos citados indicam que a credibilidade na mídia também varia conforme o formato e o veículo, incluindo dinâmicas de consumo em plataformas como TikTok e debates sobre cultura jornalística no uso de IA.
Os estudos analisam como a mídia deve sinalizar o uso de IA para o público, buscando preservar o “toque humano” e a transparência. Pesquisas indicam que a supervisão humana amplia a credibilidade, enquanto leitores desconfiam de textos inteiramente automatizados.
Em um experimento feito no Chile, Sebastián Valenzuela, Ingrid Bachmann, Porismita Borah e Natalia Solís Valdés compararam políticas de IA de veículos de mídia. A supervisão humana de todo o conteúdo gerado por IA aumentou a credibilidade percebida.
Outro estudo, de Jessica Zier e Nicholas Diakopoulos, investigou como rotular IA afeta a confiança. Entrevistas mostraram que leitores desejam responsabilidade, verificação de fatos e clareza entre IA completa e IA assistida. A rotulagem é considerada crucial, especialmente para conteúdo visual.
Recomendações práticas dos autores
- Precisão sem tecnicismos: rótulos claros, sem linguagem excessivamente técnica.
- Ícones interativos: informações adicionais ao passar o mouse ajudam o leitor sem sobrecarregar o texto.
- Posicionamento: rótulos devem ficar no topo da matéria, não no final.
- Padronização: é necessária uma etiqueta única para evitar confusão entre leitores.
A pesquisa conjunta sugere que o envolvimento humano é visto como sinal de responsabilidade profissional em meio à desconfiança na mídia. Editores devem evitar situações em que julgamentos subjetivos fiquem inteiramente à cargo da IA.
Panorama de pesquisas
Navegando pela credibilidade no TikTok, Luise Anter e Anna Sophie Kümpel avaliam como jovens verificam informações na plataforma, com atenção à credibilidade da fonte. Critérios como a qualidade da conta influenciam julgamentos rápidos.
Preferências expressivas de notícias, de Seonhye Noh, examina como identidade política afeta escolhas de manchetes. O efeito é maior quando leitores sinalizam escolhas sem ler o conteúdo completo.
A base não comercial no jornalismo dos EUA, de Matthew Powers, analisa Seattle entre 2015 e 2025. A participação de veículos públicos aumentou, enquanto o financiamento filantrópico ganhou peso para manter postos de trabalho.
ChatGPT e a representação da cultura jornalística
O estudo de Taewoo Kang e colegas testa como o ChatGPT se alinha a valores de jornalistas em diversos países. O modelo tende a refletir traços de centro, com variações regionais, e evidencia riscos de omissão de perspectivas de minorias.
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