- O Brasil vive uma onda de furtos de smartphones, que ganhou o apelido de “celular do Pix” para os aparelhos usados pelos ladrões.
- O aparelho típico é simples, com pelo menos 32 GB de memória, biometria por câmera e compatibilidade com apps de instituições financeiras.
- Os criminosos buscam o conteúdo financeiro além do valor do equipamento, tornando o celular alvo de roubos e fraudes.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, há duas semanas, um programa para combater o roubo de celulares, com avisos ao comprador e devolução em agências dos Correios.
- No ano anterior, havia cerca de 272 milhões de celulares no Brasil, equivalentes a aproximadamente 1,3 aparelho por pessoa, segundo dados da Fundação Getulio Vargas.
O país observa uma onda de furtos de smartphones que ganhou uma nova nomenclatura: o “celular do Pix”. O fenômeno envolve aparelhos guardados em casa, com funções básicas mantidas, mas capazes de acessar contas bancárias e apps de controle de senhas. A ideia é evitar perder dados sensíveis caso o aparelho principal seja subtraído.
Segundo especialistas, o aumento da criminalidade e a busca por soluções rápidas motivam a prática. Rafael Alcadipani, da Fundação Getulio Vargas, afirma que os celulares passaram a ser o alvo principal dos criminosos, não apenas pelo valor do hardware, mas pelo acesso a poupanças e investimentos.
Há duas semanas, o governo federal anunciou um programa para combater o roubo de celulares. A iniciativa prevê enviar mensagens de alerta ao comprador do aparelho roubado e possibilitar a devolução em agências dos Correios, caso haja garantia de rastreabilidade.
O desafio é acompanhar a esperteza das organizações criminosas. Grupos vendidos no mercado paralelo, envio de itens para o exterior e desmonte de aparelhos para venda de peças são estratégias utilizadas, enquanto tentam explorar contas financeiras dos usuários.
Dados da FGV indicam que, no ano anterior, havia cerca de 272 milhões de celulares no Brasil, o que equivalia a 1,3 aparelho por pessoa. A insegurança criou uma cultura de uso de dispositivos secundários para reduzir danos, ainda que nem todos adotem essa prática por necessidade econômica.
O cenário brasileiro é citado como exemplo de um novo modo de convivência com o risco digital, associando violência urbana e violência financeira. As autoridades ressaltam que ações de prevenção devem acompanhar as mudanças tecnológicas para reduzir danos aos cidadãos.
Enquanto o debate sobre segurança avança, consumidores devem estar atentos a medidas de proteção, como senhas fortes, validação em dois fatores e funcionamento adequado de apps de banco. A coordenação entre governos, indústria e sociedade civil é considerada essencial para enfrentar o problema.
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