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Chamei-a Joybell, minha alma gêmea desde os oito; o parceiro a assassinou e explodiu a casa

Relato de amizade entre Annabel e Catherine, vítimas de violência de gênero, cuja morte reacende debates sobre violência doméstica e justiça

Catherine Milne (left) and her friend Annabel Rook at a 40th birthday party in 2022.
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  • Annabel Rook, amiga de infância e cofundadora da MamaSuze, foi morta pelo parceiro na casa dela em Londres; ele também tentou provocar uma explosão com gás.
  • O crime ocorreu em meio a disputas conjugais, com a vítima planejando separar-se e não querer abandonar os filhos; vizinhos ouviram agressões.
  • O réu foi considerado culpado em júri e recebeu prisão perpétua com pena mínima de vinte e três anos.
  • A autora descreve o impacto emocional devastador da violência de gênero e como ainda busca entender o que houve, sem encontrar respostas fáceis.
  • O texto defende a necessidade de mudanças culturais e políticas para prevenir homicídios de mulheres, destacando iniciativas de apoio e participação masculina na prevenção.

O texto relata a história de Catherine Milne e Annabel Rook, duas amigas que atuavam contra a violência de gênero em Ghana e no Reino Unido, até que Annabel foi assassinada pelo parceiro. O relato percorre a relação profunda entre elas, o trabalho social que desenvolveram e a tragédia que rompeu com a vida de Annabel na casa onde morava, após uma escalada de violência doméstica. O caso é usado para discutir a violência contra mulheres e meninas e a resposta da sociedade.

O crime ocorreu em Londres, após uma crise no relacionamento, quando Annabel foi morta pelo parceiro. O assassinato, seguido de uma explosão provocada pelo agressor, vitimou Annabel e deixou Catherine desolada. O júri condenou o agressor, que recebeu prisão perpétua com regime de cumprimento mínimo de 23 anos.

Catherine MorI Milne descreve a parceria desde a infância, na Londres de North London, e o impulso para fundar a MamaSuze, organização voltada a mulheres sobreviventes de violência de gênero e deslocamento. O grupo oferecia oficinas criativas lideradas por profissionais, com creche e auxílio de transporte para facilitar a participação.

Em Ghana, as duas criaram atividades com refugiados Liberianos, no campo Buduburam, em parceria com a UNHCR. A ideia era unir arte, inclusão e suporte emocional para mulheres em situação precária, incluindo acesso a cultura, educação e redes de apoio. O relato destaca a importância dessas ações para manter a identidade e a dignidade das mulheres atendidas.

Ao rememorar a violência, Catherine afirma que Annabel era líder comunitária, energética e dedicada a causas sociais. A morte ocorreu em um contexto de deterioração do relacionamento, com violência emocional anterior e tentativas de separação. O agressor tentou justificar a violência, apresentando-se como vítima, durante o processo judicial.

A reportagem também aborda a realidade de violência contra mulheres no Reino Unido, citando números de 2025 sobre feminicídios e a percepção de que ainda há resistência social e institucional para enfrentá-los. O texto ressalta a necessidade de mudanças culturais e de maior participação de homens em iniciativas de prevenção e apoio às vítimas.

A publicação encerra destacando o legado de Annabel e o papel de MamaSuze, que continua a oferecer apoio a mulheres e crianças afetadas pela violência, buscando reduzir traumas e ampliar redes de proteção. Catherine conclui com a esperança de que casos como esse mobilizem mudanças estruturais na sociedade.

Se você precisa de apoio em situações de violência doméstica, procure os serviços de ajuda disponíveis em seu país. No Reino Unido, a linha de atendimento nacional é 0808 2000 247; nos EUA, 1-800-799-SAFE; na Austrália, 1800 737 732. Fontes internacionais de apoio podem ser encontradas por meio de redes de serviços de cada região.

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