- Credenciais de dois agentes da Defesa Civil do Pará foram usadas para disparar dez alertas falsos a milhões de celulares, atingindo sete estados e o Distrito Federal na madrugada de sábado.
- As mensagens chegaram à plataforma Idap com indícios de uso indevido, indicando que o responsável pode ter operado sem restrições territoriais, enviando para áreas sem autorização.
- O primeiro alerta ocorreu às 23h41 de sexta-feira para o Rio de Janeiro; minutos depois, moradores de Curitiba receberam outra mensagem; ao todo, dez disparos foram registrados.
- Nove das dez mensagens foram enviadas pelo sistema cell broadcast e uma por SMS; os textos continham termos como misantropia, misantropo e ataque alienígena.
- A Polícia Federal investiga; a Defesa Civil Nacional retirou a plataforma do ar por volta de 1h30 de sábado e abriu um chamado de incidente de segurança.
O que aconteceu: credenciais de dois agentes da Defesa Civil do Pará foram usadas para disparar 10 alertas falsos a milhões de celulares na madrugada de sábado. As mensagens atingiram sete estados e o Distrito Federal, sem relação com situações reais.
Quem está envolvido: investigações apontam uso indevido das credenciais do Pará para acessar a plataforma de envio de alertas. A PF coordena a apuração, com participação da Defesa Civil Nacional e do CTIR Gov. Um possível agente externo é apontado como responsável.
Quando e onde: os disparos ocorreram entre a noite de sexta-feira, 19 de junho, e a madrugada de sábado, 20 de junho de 2026. O alcance atingiu São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas, Bahia, Paraná, Acre e o DF, via celular.
Como foi feito: nove alertas foram enviados pelo sistema cell broadcast, um pelo serviço de SMS. Todos estavam marcados como de nível extremo, com textos contendo termos sem relação com emergências, inclusive palavras como misantropia e ataques.
Por que é relevante: a Defesa Civil Nacional retirou a plataforma do ar por cerca de uma hora e acionou a Polícia Federal. O episódio sugere violação de credenciais e operação sem restrições territoriais, atingindo usuários fora da área autorizada.
Desdobramentos: a equipe responsável bloqueou as credenciais usadas nos dois primeiros disparos; posteriormente, houve uso de uma segunda credencial vinculada ao Pará. A investigação ainda apura como ocorreu o acesso não autorizado.
Contexto técnico: o ataque ocorreu na plataforma Idap (Integração de Dados de Alerta à População). O governo abriu ocorrência junto ao CTIR Gov e avaliou que as mensagens não passaram por validação oficial.
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