Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Um ano após queda de balão em SC, sobrevivente questiona responsáveis

Um ano após a maior tragédia do balonismo brasileiro, sobrevivente denuncia falhas operacionais e impunidade, caso segue sem responsáveis

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Trágica queda de balão em Praia Grande, sul de Santa Catarina, em vinte e um de junho de dois mil e vinte e cinco, deixou oito mortos; um ano depois, ninguém foi responsabilizado.
  • Sobrevivente Luana da Rocha, filha das vítimas, aponta falhas operacionais, omissão do poder público e falta de fiscalização; ela contou a NSC pela primeira vez.
  • Local de decolagem foi alterado sem explicação, atrasando a subida; o balão saiu com dificuldade e nenhum instrução de emergência foi repassada aos passageiros.
  • A Polícia Civil encerrou o primeiro inquérito em outubro sem indiciados; o caso foi reaberto em novembro, houve troca de delegado e o processo tramita em segredo de justiça.
  • Familiares formaram grupo para acompanhar manifestações e cobranças; receberam apenas custeio do funeral e apoio psicológico curto, reforçando o pedido de justiça.

O acidente de 21 de junho de 2025, em Praia Grande, no extremo sul de Santa Catarina, é considerado a maior tragédia do balonismo brasileiro. O balão pegou fogo em pleno voo, deixando oito mortos entre os 21 ocupantes. A investigação ainda não apontou culpados.

A única sobrevivente identificada até o momento é Luana da Rocha, filha de Everaldo da Rocha e Janaina Moreira Soares da Rocha, moradores de Joinville. Ela revelou à NSC falhas operacionais, omissão do poder público e falta de fiscalização como pontos de preocupação.

A família chegou a viajar sem explicação sobre o local de decolagem, que foi alterado pela agência. Segundo Luana, o balão teve dificuldade para subir e os funcionários teriam puxado cabos para dar impulso. Não houve instruções de emergência aos passageiros.

Cronologia da tragédia, segundo a Polícia Civil

  • O balão subiu com 21 pessoas a bordo por volta das 7h e começou a pegar fogo logo no início.
  • O extintor dentro do cesto não funcionou, agravando o incêndio.
  • Ao se aproximar do solo, sobreviventes pularam; o piloto também pulou por ser mais leve.
  • A estrutura voltou a subir e quatro vítimas pularam de cerca de 45 metros antes de as chamas aumentarem.
  • O cesto caiu com outras quatro vítimas, que morreram carbonizadas.

Situação processual e desdobramentos

O inquérito inicial foi encerrado em outubro sem indiciamentos, após ouvir mais de 20 testemunhas, incluindo Luana e familiares. A conclusão apontou ausência de conduta humana dolosa ou culposa que tenha causado o incêndio. O caso foi reaberto em novembro para novas perícias.

O delegado responsável foi exonerado e André Coltro assumiu a comarca, coordenando a nova etapa das investigações. Atualmente, o processo tramita em segredo de Justiça, dificultando o acesso a atualizações pelos familiares.

A família criou um grupo de apoio para acompanhar o andamento do processo e organizar protestos. Luana relata ausência de retorno institucional e custos médicos arcados pela própria família desde a tragédia.

Vítimas e perfis

Entre os mortos estavam Leandro Luzzi, 33 anos, patinador de Brusque; Leane Elizabeth Herrmann, 70 anos, moradora de Blumenau; Leise Herrmann Parizotto, médica de Blumenau; Janaina Moreira Soares da Rocha, 46, e Everaldo da Rocha, 53, de Joinville. Também faleceram Fabio Luiz Izycki, 42, e Juliane Jacinta Sawicki, 36; Andrei Gabriel de Melo, 32, oftalmologista de Fraiburgo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais