- O júri de Guarulhos começou nesta segunda-feira (22 de junho) para julgar três policiais militares acusados de envolvimento na morte de Vinícius Gritzbach, delator do PCC.
- A sessão teve interrupção por um bate-boca entre o promotor Rodrigo Merli e os advogados Renan Canto e Mauro Ribas Júnior, durante perguntas ao perito Leandro Lopes.
- O conflito surgiu enquanto o perito respondia sobre a análise de veículos e coleta de material genético, com os advogados exibindo imagens de um carro periciados.
- O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo interveio para restabelecer a ordem; após a intervenção, o depoimento do perito seguiu normalmente.
- O júri, composto por quatro homens e três mulheres, deve seguir ouvindo testemunhas; o caso envolve possível execução planejada com uso de fuzis no Aeroporto de Guarulhos, em eight de novembro de 2024.
O julgamento dos policiais militares acusados de participação na morte de Vinícius Lopes Gritzbach começou nesta segunda-feira, 22 de junho, em Guarulhos. O processo envolve três militares e ocorre no Tribunal do Júri. A sessão terá duração prevista de cinco dias.
A sessão teve início com a oitiva do perito Leandro Lopes, enquanto a defesa questionava a análise de veículos e a coleta de material genético realizada durante as investigações. Advogados exibiam imagens de carros periciados e questionavam procedimentos policiais.
Durante o interrogatório, houve mudança de tom entre a acusação e a defesa. O advogado Mauro Ribas Júnior chamou o promotor Rodrigo Merli de cínico, descortês e mal-educado, em meio à avaliação de evidências apresentadas pelo perito.
O bate-boca acompanhou uma fala anterior do promotor, que disse aos profissionais que atuam na defesa não aceitariam desrespeito. A defesa considerou a declaração inadequada e citou impactos sobre a atuação de advogados criminalistas.
O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo interveio para retomar a ordem. Após a intervenção, o depoimento do perito prosseguiu normalmente e não houve interrupção adicional no andamento dos trabalhos.
Contexto do caso
O júri de Guarulhos, que começou hoje, terá sessões até sexta-feira, 26 de junho. Gritzbach foi morto em 8 de novembro de 2024, no desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, após retornar de viagem a Alagoas.
Segundo a acusação, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues teriam sido os atiradores, em um veículo que ficou diante de dezenas de testemunhas. O tenente Fernando Genauro da Silva é apontado como motorista que teria facilitado a execução e a fuga.
A promotoria sustenta que o crime teve motivo torpe, envolveu armas de uso restrito e colocou outras pessoas em risco. Os jurados precisam decidir se os réus participaram de uma execução premeditada.
O júri é formado por quatro homens e três mulheres. Pela manhã, três pessoas testemunharam: dois baleados no dia da execução e a esposa de uma das vítimas, que também foi atingida pelos disparos.
Defesa e andamento das investigações
Pouco antes do início, o advogado Renan Canto declarou que as provas contra os PMs foram forjadas ou manipuladas para incriminar inocentes. A defesa aponta dúvidas sobre a confiabilidade de dados de GPS, imagens de câmeras e exames de DNA.
Segundo a defesa, uma amostra de DNA encontrada em análise posterior não havia sido identificada anteriormente, gerando questionamentos sobre a procedência e a interpretação das evidências. O andamento da defesa tem sido de criteriosa contestação das provas.
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