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Meta expõe dados internos de controverso programa de rastreamento de funcionários

Dados de funcionários da Meta expostos em programa de rastreamento de laptops para treinar IA; investigação aponta falhas nas salvaguardas e resposta interna

Photograph: Ernesto r. Ageitos/Getty Images
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  • A Meta revelou que dados de funcionários foram expostos internamente por um programa de monitoramento de laptops usado para treinar modelos de IA, incluindo teclas digitadas, cliques do mouse e conteúdo exibido na tela.
  • A notificação de segurança apontou que dados de funcionários de cerca de 45 mil tabelas estavam expostos, abrangendo atividades como prompts completos, transcrições e conversas privadas.
  • Mais de 1,6 mil funcionários assinaram um abaixo-assinado interno protestando contra a coleta de dados e alertando para riscos de segurança e regulatórios, além de questionar as salvaguardas.
  • A Meta confirmou que investiga o incidente e que o programa de monitoramento não cumpriu totalmente as diretrizes de privacidade; o chefe de tecnologia, Andrew Bosworth, disse que os achados serão compartilhados e que houve implementação aquém do esperado.
  • Em resposta aos protestos, a empresa começou a oferecer mais isenções, permitindo que funcionários desativem temporariamente a vigilância para tarefas sensíveis, embora alguns ainda exijam a interrupção total do monitoramento.

Meta expôs dados de funcionários internamente por meio de um programa de rastreamento. Um aviso de segurança indica que dados de funcionários de 45 mil tabelas foram expostos, incluindo atividades como prompts, transcrições e conversas privadas. Local: Meta, EUA; quando: o alerta foi enviado na segunda-feira; por quê: para treinar modelos de IA, com salvaguardas de privacidade já previstas.

A Meta confirma que investiga o problema de segurança. O porta-voz Tracy Clayton afirma que o programa foi desenhado com salvaguardas de privacidade e que não há indicação de acesso indevido por funcionários da empresa. O programa faz parte da iniciativa Model Capability iniciada em abril.

Internamente, colaboradores destacaram a falha como confirmação de preocupações anteriores sobre a coleta de dados de laptops corporativos para treinar IA. Em fóruns internos, surgiram dúvidas sobre revisões de privacidade e sobre quem poderá participar de reuniões de apuração.

Progresso da investigação

Fontes não autorizadas citam que o caso já foi registrado como encerrado, sugerindo resolução. Em mensagem interna, o diretor técnico Andrew Bosworth disse que a implementação do rastreamento não atendeu aos padrões da revisão de privacidade, e que os resultados serão compartilhados.

Mais de 1.600 funcionários assinaram, no mês passado, um abaixo-assinado contra a vigilância de laptops, argumentando riscos de segurança e regulatórios. Eles também criticaram a falta de salvaguardas que a empresa informou possuir.

Reações e medidas adotadas

Executivos de Meta já defenderam a projeto para treinar IA, afirmando que a prática ajuda a entender uso de software. A empresa começou a oferecer mais isenções, permitindo que funcionários desliguem a monitoração para tarefas sensíveis, segundo fontes familiarizadas.

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