- Polícia Civil prendeu no fim de semana mais três integrantes do grupo que promovia o salto; Evelyne dos Santos Gonçalves (43 anos) é apontada como responsável pelo grupo, Gabriel Barros Martins (30 anos) também foi preso, e João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva (35 anos) foi detido temporariamente pela remoção da câmera da vítima.
- A câmera GoPro que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas segurava, removida logo após a tragédia, ainda não foi localizada e é considerada essencial para a investigação.
- Segundo o Ministério Público, João Antônio estava na base da ponte no momento do salto, tinha condições de identificar irregularidades nos equipamentos e deveriam ter sido comunicadas, mas a câmera foi retirada perto do corpo.
- Evelyne é apontada como organizadora do grupo e, conforme o MP, destruiu prova digital ao excluir a conta do Instagram do grupo logo após a morte.
- Os três instrutores já tinham sido indiciados por homicídio com dolo eventual: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves; a prisão deles foi convertida em preventiva.
No fim de semana, seis pessoas foram envolvidas na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. A jovem foi lançada sem cordas da Ponte do Esqueleto, a cerca de 40 metros de altura. A câmera que gravava o salto não foi encontrada até o momento.
Nesta segunda-feira, a Polícia Civil indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual. Eles aparecem nos vídeos realizando o salto que resultou na morte. A investigação aponta falhas relacionadas à segurança e à supervisão no evento.
Entre os presos do fim de semana, estavam Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, considerada organizadora do grupo Entre Cordas, e Gabriel Barros Martins, de 30, que teriam fugido do local. João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35, foi apontado como quem retirou a câmera da vítima após a queda.
Segundo o MP, João Antônio estava na base da ponte no momento do salto e retirou a câmera que Maria Eduarda segurava. A câmera ainda não foi localizada, segundo investigadores, e é considerada essencial para a reconstrução do caso.
Evelyne, na visão do MP, era a responsável pela organização do grupo e teria destruído provas digitais ao excluir a conta de Instagram do grupo logo após o óbito. Gabriel, por sua vez, teria se afastado do local sem prestar esclarecimentos às autoridades.
A delegada Andréa Levy afirmou que João negou ter retirado a câmera em depoimento. A testemunha presente teria visto o momento em que a câmera foi removida, o que levou à prisão temporária do suspeito para averiguação.
Os três instrutores já tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos para unidades em Guarulhos para garantir a integridade física. A Justiça havia negado habeas corpus anteriormente.
Um segundo inquérito foi aberto para apurar a conduta do trio preso, conforme o andamento das investigações. A tragédia voltou a ganhar atenção com imagens em novos ângulos que registram o momento da queda.
O rope jump envolve cordas estáticas sem elasticidade e costuma resultar em um balanço após a queda. A polícia e o MP seguem apurando responsabilidades tanto técnicas quanto administrativas no episódio.
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