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Vacqueyras 2022 provado de garrafa: 25 melhores vinhos do sul do Rhône

Vacqueyras 2022 em garrafa revela equilíbrio inesperado após verão seco e chuvas tardias, mostrando impacto desigual entre produtores

Vacqueyras
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  • A safra de Vacqueyras 2022 é descrita como extremamente instável, com chuva total de cerca de 300 mm entre 15 de outubro de 2021 e 1º de setembro de 2022, bem abaixo da média de 600 mm, somada ao calor intenso.
  • O calor intenso, especialmente em maio, levou vinhedos a desacelerar; a chuva tardia do fim do verão mudou tudo, equilibrando vinhos que poderiam ter sido duros.
  • Alguns vinhedos não irriga as plantas, e entre os destaques que obtiveram bons resultados estão Domaine de Montvac, Domaine Montirius e Domaine la Monardière.
  • As vindimas ocorreram entre 7 e 8 de setembro, com término em 14 de setembro, e a chuva no fim do verão ajudou a manter o mosto mais relaxado e a reduzir a concentração das uvas.
  • Em prova em garrafa, Matt Walls selecionou aproximadamente metade dos vinhos provados como recomendáveis, destacando várias safras de Vacqueyras 2022 entre brancos e tintos.

O enólogo Matt Walls avaliou uma safra de Vacqueyras 2022 em garrafa, buscando entender o que houve naquele ano. Ele relata a dificuldade em resumir o estilo da safra 2022, apesar de conseguir descrever outras safras com mais facilidade. O cenário é marcado por mudanças climáticas e variações intensas.

A temporada começou com déficit de chuva: entre outubro de 2021 e setembro de 2022, apenas 300 mm foram registrados no sul do Rhône, contra a média de 600 mm. O calor extremo, especialmente no maio mais quente já visto, fez as vinhas suspendem o crescimento para preservar água.

Segundo Lewis Bungener, do Clos de Caveau, o 2022 provocou preocupação inicial, mas a chuva tardia do verão devolveu equilíbrio às uvas. Ainda houve riscos para maturação, com alguns produtores enfrentando dificuldades ao prever o momento ideal de colheita.

Cécile Dusserre, do Domaine de Montvac, relata que ocorreram duas noites de chuva em setembro e a colheita terminou em 14 de setembro. A água caiu em meio a condições muito quentes, o que ajudou a reduzir a concentração das bagas e facilitar a extração de suco mais equilibrado.

Mesmo com irrigação controlada permitida, várias vinícolas evitaram irrigar. Montvac, Montirius e La Monardière se destacaram entre as propriedades que não recorreram à rega, sugerindo que Vacqueyras pode manter qualidade mesmo em anos muito secos.

Marie-Thérèse Combe, do Domaine la Fourmone, está entre os rótulos escolhidos por Walls para 2022. A prova destacada explica que o clima extremo gerou obstáculos, como uvas pequenas com sinuosidades na maturação e frutos com sabores ainda verdes em alguns casos.

A degustação

O ano trouxe desafios como acúmulo de produção no início, seguido de dificuldades para amadurecer todas as uvas, resultando em sabores pouco maduros em algumas amostras. A fruta pequena reduziu o suco disponível e manteve cascas espessas, gerando taninos mais firmes.

O calor intenso elevou o teor alcoólico em parte das bebidas, porém não em níveis tão elevados quanto o esperado. Acidez e fruta madura não apresentaram falhas generalizadas, ajudando a manter equilíbrio em várias amostras.

Alguns vinhos sofreram com o uso excessivo de carvalho, o que tornou estilos mais pesados. Em contrapartida, produtores que combinaram manejo cuidadoso com a construção de estrutura conseguiram evitar excessos.

Mesmo diante de tantos entraves, várias fermentações resultaram em vinhos com frescor e boa drinkability, demonstrando que safras desafiadoras podem render exemplares elegantes.

O veredito

Com alguns garrafões já repousando na garrafa, Walls aponta que quase metade das amostras avaliadas atingiram boa qualidade. Entre elas, brancos e tintos que se mostraram equilibrados, com finesse aliada a riqueza de sabor.

O resultado geral indica que a safra 2022 não favorece previsões simples: alguns vinhos exibem riqueza e opulência, enquanto outros ganham leveza e definição com o tempo. A tendência comum é a de wines que equilibram potência e frescor.

Para quem acompanha Vacqueyras, o conjunto de amostras mostra que o melhor da safra está em rótulos que souberam enfrentar as adversidades climáticas. A leitura do ano, segundo Bungener, é de distinção para quem geriu bem as condições, combinando riqueza com finesse.

As avaliações destacam ainda que a guarda de alguns exemplares pode trazer evolução positiva, conforme a oxidação suave da madeira se integra com a fruta. O panorama confirma que, mesmo em anos desafiadores, Vacqueyras continua produzindo rótulos de interesse para entusiastas do sul do Rhône.

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