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Viúva de motorista de app vítima de ataque a delator do PCC fala

Viúva de Celso Novais relata luto e dificuldades após ataque que matou delator do PCC, enquanto três PMs são julgados pelo caso em Guarulhos

Celso Araújo Sampaio de Novais perdeu um rim e parte do fígado após ser atingido por um disparo nas costas; ele tinha três filhos.
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  • O delator do PCC, Antônio Vinicius Gritzbach, foi morto em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, em ação que também deixou Celso Araújo Sampaio de Novais, motorista de aplicativo de 41 anos, morto com tiros no terminal.
  • A viúva de Celso, Simone Dionízio Fernandes Novais, disse ter perdido o companheiro e relatou dificuldades financeiras e emocionais para manter a família com três filhos.
  • O julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento no homicídio começou nesta segunda-feira, 22, na Vara do Júri de Guarulhos; os réus são o soldado Ruan Silva Rodrigues, o cabo Dênis Antonio Martins e o tenente Fernando Genauro da Silva, que afirmam serem inocentes.
  • A acusação sustenta que os policiais teriam executado Gritzbach, além de Celso, e que teriam sido pagos com criptomoedas; a promotoria aponta que a recompensa do PCC pelo crime era de 3 milhões de reais.
  • A defesa afirma que houve armação da Polícia Civil para encobrir os verdadeiros autores, e a expectativa é que o júri termine na sexta-feira, 26, com a leitura da pronúncia ou condenação.

O caso que abalou a família de Celso Araújo Sampaio de Novais ganha novo desdobramento em Guarulhos. No dia 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um ataque tirou a vida do delator do PCC, Antônio Vinicius Gritzbach, e ceifou a vida do motorista de aplicativo Celso, de 41 anos, atingido por disparos dentro do terminal.

A viúva de Celso, Simone Dionízio Fernandes Novais, relatou as dificuldades desde o ocorrido. Ela descreveu a perda como continuous, citando a ausência do companheiro que sustentava a família com três filhos. Simone participou dos depoimentos no julgamento, que começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal de Guarulhos, na região metropolitana.

Familiares de Celso compareceram em peso ao júri. A mãe dele viajou de Brasília para acompanhar as primeiras fases do processo. A viúva afirmou que a perda impactou diretamente a renda familiar, levando-a a afastar-se do trabalho por aconselhamento médico. Celso era pai dedicado e deixava claro o desejo de manter a família com dignidade.

O júri

O julgamento envolve três policiais militares acusados de participação no atentado que matou Gritzbach e feriu outras duas pessoas no aeroporto. Os réus defendem inocência e contestam as investigações. A defesa sustenta que havia inconsistências na apuração que envolve a atuação de agentes da Polícia Civil na investigação.

Segundo a acusação, os PMs teriam recebido criptomoedas como pagamento pelo crime. A promotoria aponta que Gritzbach, que negociava um acordo de delação premiada, poderia revelar esquemas de lavagem de dinheiro do tráfico internacional. A pena pretendida inclui homicídio quadruplamente qualificado e outros crimes relacionados.

O caso

Gritzbach foi morto com oito tiros de fuzil na área de desembarque do aeroporto. Celso, que conduzia um veículo de aplicativo, também faleceu. A defesa dos policiais afirma que houve uma armação para encobrir os verdadeiros autores do crime, enquanto a acusação destaca a motivação ligada à delação do delator.

A audiência inclui a oitiva de testemunhas e a apresentação de provas pelas duas partes. A expectativa é de que o júri encerre na sexta-feira, 26, conforme o andamento do processo. Juros, dúvidas sobre a linha de investigação e as declarações de familiares continuam a marcar os dias de sessão.

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