- A pintura holandesa-flamenga de ca. 1660, Interior of a Collector’s Cabinet: An Allegory of Sight, foi recuperada após ter sido roubada em setembro de 2020, no Canadá.
- O Objeto foi identificado antes de uma venda da Sotheby’s em outubro de 2023 quando a casa de leilões fez a checagem com o banco de dados do Art Loss Register.
- O consignatário informou à Sotheby’s que comprou a obra em 2015, em uma venda na Suíça; essa procedência foi confirmada pela própria transação de 2015.
- A recuperação ocorreu em conjunto com o segurador AXA XL, que havia pago a indenização ao proprietário e manteve o direito de reivindicar a obra.
- A obra retornou à Sotheby’s em agosto e foi leiloada em fevereiro, em Nova York, com lance inicial estimado entre 30 mil e 40 mil dólares e venda superior a 88,9 mil dólares.
O Art Loss Register informou nesta terça-feira a recuperação de uma pintura flamenga do século XVII, roubada em 2020 de uma residência privada no Canadá. A obra foi localizada antes de uma venda prevista na Sotheby’s.
A pintura Interior of a Collector’s Cabinet: An Allegory of Sight (aprox. 1660) atribui-se a Jan van Kessel the Elder e Abraham Willemsens. Após o furto, o quadro foi registrado pela primeira vez na polícia e no Art Loss Register.
Segundo o Art Loss Register, o consignatário disse ter adquirido a obra em 2015, em uma venda na Suíça. A veracidade dessa parte da procedência foi confirmada pela documentação ligada ao caso.
O registro aponta que o trabalho foi identificado pela Sotheby’s em outubro de 2023, durante a checagem de diligência prévia com o banco de dados da instituição. O )achado coincidiu com o registro de furto.
O quadro foi encaminhado à Sotheby’s em agosto do ano anterior e voltou a ser oferecido em fevereiro, em Nova York, na venda “Master Paintings & Sculpture from Four Millennia Part II”. O lance final superou a estimativa inicial.
Para o seguro AXA XL, o Art Loss Register intermediou a recuperação da pintura e o reembolso ao proprietário, já que a seguradora arcou com o prejuízo na época do furto. A recuperação preserva o direito de reivindicação sobre a obra.
Contexto da venda e avaliação do e de restauração
A Sotheby’s descreveu a obra como um Kunstkamer rico e um retrato da cultura de acúmulo e curiosidade visual em Antuérpia, no século XVII. A peça é associada a um conjunto de esculturas e instrumentos exibidos no interior de uma galeria particular.
Willemsens teria contribuído com as esculturas e as figuras de Juno e do putto; van Kessel, reconhecido pelas naturezas-mortes e pelos detalhes de gabinete. A dupla criou, segundo o catálogo, uma meditação sobre o prazer de observar.
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