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BRB afasta funcionários investigados por descontos irregulares em aposentadorias

Três servidores do BRB são afastados em operação que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados do GDF

O delegado Henry Galdino, informou que a PCDF solicitou à Justiça o afastamento dos servidores das atividades relacionadas a operações financeiras - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
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  • Três servidores do BRB foram afastados das funções ligadas à autorização e renovação de débitos automáticos após mandados de busca e apreensão.
  • Eles atuavam nos setores responsáveis por autorizar e renovar débitos automáticos de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal.
  • A PCDF aponta que os descontos eram realizados sem comprovação adequada da autorização dos beneficiários; o contrato de débito automático exigia áudio e transcrição, que nem sempre eram apresentados.
  • Aproximadamente 3,5 mil aposentados tiveram valores descontados sem autorização comprovada, com prejuízo que pode superar 5 milhões de reais.
  • O BRB informou que o afastamento é medida administrativa, a investigação segue sem conclusão sobre participação dos funcionários, e que os fatos não envolvem a atual gestão.

O BRB afastou três funcionários envolvidos em uma apuração sobre descontos irregulares em benefício de aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal. A investigação ocorreu nesta terça-feira, 23 de junho, com mandados de busca e apreensão. Os trabalhadores atuavam nos setores que autorizam e renovam débitos automáticos.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os descontos eram feitos sem a devida comprovação de consentimento dos beneficiários. O pedido de afastamento foi encaminhado pela CORF, com manifestação favorável do MPDFT, e acabou aceito pela Justiça.

De acordo com o delegado Henry Galdino, as funções abrangem assinatura de contratos de débito automático, concessão e renovação de empréstimos. Ele afirmou que, para cassar as procurações, a Justiça já autorizou o afastamento.

Detalhes do esquema

O CDA utilizado por associações permitia autorização por telefone, mas exigia áudio e transcrição da ligação para validar o desconto. Em muitos casos, apenas a transcrição foi apresentada, mesmo quando o aposentado não autorizou a cobrança, explicou o delegado.

Galdino ressaltou que ainda não há indicativos suficientes para confirmar a participação direta dos três servidores no esquema. Não houve prisão nem indiciamento até o momento, reforçou o delegado.

Em nota, o BRB informou que a operação teve início a partir de notícia-crime encaminhada pelo banco às autoridades, após identificar irregularidades. Três empregados foram afastados preventivamente até conclusão das investigações.

O banco reiterou que os fatos não dizem respeito à gestão atual e que qualquer irregularidade será apurada com rigor. A instituição afirmou ainda que coopera com as autoridades e repudia práticas criminosas que atinjam o público vulnerável.

Panorama do caso

Na manhã de 23 de junho, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. As ações atingiram sedes de associações suspeitas e responsáveis pela operacionalização dos descontos.

O prejuízo estimado para as vítimas é superior a R$ 5 milhões. Aproximadamente 3,5 mil aposentados teriam tido valores descontados sem comprovação adequada de autorização. A investigação segue para esclarecer responsabilidades e possíveis impactos.

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