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Rua de Londres vira galeria de arte comunitária e aproxima vizinhos

Em Peckham, arte contemporânea chega às casas; moradores atuam como curadores, fortalecendo laços e transformando a rua em espaço coletivo

Communal art … Liam Gillick’s architectural sculpture, which is now used by neighbours as a gathering spot for BBQs and a storage space for garden furniture.
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  • Em Peckham, sul de Londres, o projeto Rooms of Neighbours transforma uma rua em espaço de arte para 12 domicílios, inspirado na exposição Chambres d’Amis de Ghent (1986).
  • O curador Ben Broome conectou moradores a artistas contemporâneos com interesse em espaços domésticos, reunindo obras site-specific em casas, jardins e áreas comuns.
  • As obras abrangem pintura, escultura e formatos conceituais, incluindo uma peça olfativa no banheiro de uma residente e uma instalação sonora instalada no carro de Nigel.
  • Moradores atuam como curadores improvisados, escolhendo locais e colaborando no desenvolvimento das peças, fortalecendo vínculos na comunidade.
  • A mostra permanece na vizinhança, com atividades coletivas, uso compartilhado de espaços como jardins e saraus, e a ideia de que a arte pode abrir “um novo mundo” dentro do bairro.

O projeto Rooms of Neighbours transforma uma rua de Peckham, sul‑este de Londres, em espaço expositivo para arte contemporânea. A iniciativa nasceu para aproximar vizinhos por meio de obras criadas para lares, jardins e espaços comuns.

Idealizado pelo curador Ben Broome, o programa recupera a ideia de Chambres d’Amis, de Ghent, mas com foco em uma rua com moradores de variadas classes e origens. Doze famílias aderiram após o apresentarem a ideia durante encontros informais.

Participação e formato

Cada residência recebeu obras de artistas com interesse em espaços domésticos e prática social. As obras combinam pintura, escultura e propostas efêmeras, criadas para lugares específicos na via pública e nos interiores dos envolvidos.

Obras marcantes

Entre as criações, destaca-se uma pintura mural para uma família jovem, instalada no quarto da criança. Outra intervenção utiliza um objeto sonoro ativado por movimento, posicionado para tocar sons calmantes para um animal de estimação.

Raheel Khan desenvolveu uma peça sonora para um carro conversível, inspirada em William Blake. A composição mistura trecho de The Lamb com graves adaptados ao subwoofer do veículo, criada para acompanhar passeios pela rua.

Envolvimento da comunidade

A participação envolve os moradores na escolha de locais de instalação e na curadoria das obras em cada residência. A ideia é que a vizinhança se veja como público e agente criativo, fortalecendo vínculos locais.

Uma pesquisadora de arte colaborou com uma moradora de 40 anos para transformar fotos familiares em colagens, conectando memórias da herança caribenha. A parceria criou novos laços entre gerações e etnias da rua.

Impacto e uso público

A maioria das obras deve permanecer nos locais por tempo indeterminado, integrando plantas e móveis. Um conjunto arquitetônico no jardim comunitário foi adaptado como ponto de encontro e apoio para o armazenamento de itens de lazer.

Elementos de lazer também passam a compor o cotidiano, com mesas de ping-pong personalizadas que atraem moradores e visitantes. Os organizadores veem nesses usos uma confirmação de que arte pode atuar como elo social fora de museus.

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