- Mulheres guitarristas estão tendo vídeos roubados e substituídos por IA, com a imagem e a voz alteradas para enganar o público.
- Sophie Burrell, com 866 mil inscritos no YouTube, relata ter identificado um vídeo idêntico ao seu, mas gerado por IA em vez de tocar.
- A mesma matéria cita Sophie Lloyd, que diz ter recebido relatos de golpes financeiros usando sua imagem e voz em chamadas de vídeo com IA.
- A guitarrista brasileira Larissa Liveir acusa o TikTok de negligência ao permitir contas que usam nome, fotos e conteúdo gerado por IA para capturar usuários.
- Uma sugestão apresentada é a de Mari Zaghete: impedir a monetização de vídeos criados ou modificados por IA para reduzir o interesse dos golpistas.
Em meio ao avanço das ferramentas de inteligência artificial, mulheres guitarristas têm visto seus vídeos roubados e substituídos por conteúdos gerados por IA. As ocorrências incluem a utilização das imagens e vozes sem autorização para criar clipes que parecem ser feitos pelas próprias artistas. O tema ganhou repercussão após relatos de artistas internacionais e brasileiros.
As guitarristas envolvidas relatam golpes complexos: vídeos de suas performances aparecem em plataformas como TikTok com a aparência alterada por IA, sem qualquer consentimento. Em alguns casos, os conteúdos são usados para vender produtos ou oferecer serviços fraudulentos. A prática tem gerado prejuízos financeiros e danos à reputação das artistas.
Casos e impactos
A inglesa Sophie Burrell, com grande audiência no YouTube, descreveu ter reconhecido rapidamente a clonagem de um vídeo seu, com a mesma configuração de gravação e ângulo de câmera, substituído por uma personagem gerada por IA. Ela afirma que o golpe pareceu tirá-la do próprio canal de forma surpreendente.
Outra guitarrista, Sophie Lloyd, relatou à mesma publicação que criminosos têm usado sua imagem e voz para aplicar golpes financeiros, enviando mensagens sobre supostas entrevistas por videochamada e levando pessoas a perderem dinheiro. A situação expõe vulnerabilidade de fãs e seguidores.
Entre criadoras brasileiras, Larissa Liveir apontou a negligência de plataformas ao lidar com contas que se passam pela artista usando IA, com conteúdo que incentiva mensagens privadas e pode manipular o público. A acusação reforça a necessidade de fiscalização por parte das redes.
O papel da tecnologia e caminhos propostos
Especialistas concordam que a IA em si não é o problema, mas o uso indevido para golpes. A discussão aponta para maior fiscalização de conteúdos gerados por IA e identificação de impostores. Uma proposta defendida é impedir a monetização de vídeos criados ou alterados com IA, para reduzir o incentivo financeiro aos golpistas.
Profissionais sugerem ainda que plataformas adotem mecanismos mais firmes de verificação e remoção rápida de conteúdos que envolvam uso indevido da imagem de artistas. A expectativa é de que medidas novas contribuam para reduzir risco a criadoras e ao público.
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