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Suspeito de extorsão a empresários do RS é preso na Operação Pizzo

Operação Pizzo prende suspeito e cumpre sete mandados em Gravataí e Viamão; extorsão digital exigia pagamentos em criptoativos, com prejuízo estimado em até 10 milhões

Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas
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  • A Polícia Civil prendeu um suspeito e cumpriu sete mandados durante a Operação Pizzo, em Gravataí e Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
  • A investigação aponta extorsão digital contra empresários, com ameaças de divulgar dados sigilosos, em troca de pagamentos em criptoativos.
  • Em um caso, a cobrança chegou a 10 Bitcoins, cerca de R$ 4 milhões.
  • A apuração identificou um núcleo responsável pela coleta de informações, uso de múltiplos chips e recebimento via carteiras de criptoativos; vítimas atuam em construção civil, supermercados e administração de imóveis.
  • O principal suspeito seria um engenheiro ligado a um grande conglomerado do setor supermercadista; investigações seguem em sigilo.

A Polícia Civil prendeu um suspeito e cumpriu sete mandados de busca e apreensão na quarta-feira (24), durante a Operação Pizzo, que apura um esquema de extorsão digital contra empresários do Rio Grande do Sul. A ação ocorreu nas cidades de Gravataí e Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp/Dercc), aponta que o grupo exigia pagamentos em criptoativos sob ameaça de divulgação de dados sigilosos. Um dos casos chegou a exigir 10 Bitcoins, equivalente a cerca de R$ 4 milhões.

A operação visou coleta de celulares, chips de operadoras, documentos físicos e digitais e outros materiais ligados ao esquema. O nome Pizzo faz referência a prática de extorsão associada a organizações mafiosas.

Contexto da investigação

As apurações indicam atuação estruturada na Região Metropolitana de Porto Alegre, com o caso começo após vítima ser inserida em grupo de WhatsApp com familiares e receber ameaças de divulgação de informações. Os investigados teriam acesso a dados sensíveis obtidos por supostas ligações com órgãos públicos e infiltração em empresas.

Em troca do sigilo, eram cobradas taxas de anonimato e proteção. As vítimas relatam conhecimento detalhado de rotinas familiares e informações internas de empresas, como dados de funcionários e clientes. O prejuízo estimado pode chegar a cerca de R$ 10 milhões.

Núcleo criminoso e alvos

A polícia identificou um núcleo responsável pela coleta de informações, pela emissão de ameaças e pelo uso de ferramentas digitais e carteiras de criptoativos para recebimentos. Outras vítimas foram encontradas em setores como construção civil, supermercados e administração de imóveis.

Segundo a apuração, o principal suspeito seria um engenheiro ligado a um grande conglomerado do setor supermercadista, que, conforme investigações, produzia dossiês com dados de vítimas para facilitar as extorsões. Entre os casos, haveria um aposentado conhecido em Porto Alegre e uma arquiteta ligada à família do suspeito.

Declaração oficial

O diretor do Dercc, delegado Eibert Moreira Neto, ressaltou a gravidade do crime e o impacto sobre famílias e empresas gaúchas. A Polícia Civil afirma que não tolerará esse tipo de conduta e que as investigações permanecem em sigilo.

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