- O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, da Rota da Polícia Militar, foi baleado na cabeça neste sábado, em São Caetano do Sul, durante uma abordagem à paisana por dois homens em moto; ele está em estado grave.
- A vítima foi atingida no retorno de um semáforo da Avenida Goiás; equipes de resgate o socorrem com apoio de helicóptero.
- O oficial é irmão por parte de mãe de Eloá Cristina Pimentel, jovem assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um caso considerado o sequestro mais longo da história de São Paulo.
- Lindemberg Alves foi condenado a quase 99 anos de prisão em 2008, posteriormente com pena reduzida para 39 anos e três meses em 2013; ele permanece preso em Tremembé.
- Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, revisitando o crime e revelações de pessoas próximas à Eloá.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) da PM de São Paulo, foi baleado na cabeça neste sábado (27/6) em São Caetano do Sul. A agressão ocorreu quando o veículo estava parado em um semáforo da Avenida Goiás. A motivação ainda não foi esclarecida.
O oficial foi atingido por dois homens, que estavam numa moto, em atuação na faixa de pedestres. A PM informou tratar-se de uma tentativa de homicídio contra o tenente do 1º Batalhão de Polícia de Choque. O estado de saúde é grave.
Equipes de resgate atenderam a vítima no local e o helicóptero Águia a conduziu ao hospital. Ainda não há informações sobre a identificação dos suspeitos ou o andamento das diligências para localizar os autores.
Caso Eloá Pimentel
Eloá Cristina Pimentel, irmã por parte de mãe de Ronickson, teve a vida ceifada em 2008, em São Paulo. Lindemberg Alves invadiu a casa da ex-namorada e manteve Eloá e uma amiga reféns por mais de 100 horas.
A jovem Eloá, então com 15 anos, recebeu tiros quando a polícia invadiu o apartamento. Nayara foi ferida, e Eloá morreu horas depois. Lindemberg foi condenado a quase 99 anos de prisão, com a pena reduzida posteriormente.
O condenado permanece preso em Tremembé, interior paulista. Ronickson ingressou na Polícia em 2009, aos 21 anos, pouco tempo após a morte da irmã. Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, revisitando o crime.
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