- Um turista de 18 anos morreu após um passeio de carruagem no Central Park, quando o cavalo desgovernou na terceira parada e a mãe da família caiu; Romanch Mahajan ficou ferido ao tentar ajudar a irmã.
- O pacote de 45 minutos para a família indiana custou US$ 158; o cocheiro, com 16 anos de carreira, deixou as rédeas durante a parada, o que gerou o incidente.
- O caso reacende o debate sobre a continuidade das carruagens turísticas: nos últimos 13 meses, houve oito ocorrências relacionadas ao serviço e defensores do bem‑estar animal pressionam pela suspensão da atividade.
- Está em tramitação na Assembleia de Nova York a Ryder’s Law, que propõe encerrar gradualmente a indústria das carruagens, proibindo novas licenças e estabelecendo fim total a partir de 1º de junho de 2028.
- O parque suspendeu os passeios por três dias após o acidente; a prefeitura e organizações discutem normas de segurança, treinamento e bem‑estar animal, enquanto a família Mahajan pediu o fim imediato das atividades e a criação de um memorial.
Uma tragédia em pleno Central Park reacende o debate sobre a continuidade das carruagens turísticas, após a morte de um turista de 18 anos. Romanch Mahajan ficou ferido ao tentar ajudar a mãe durante um passeio de 45 minutos. O incidente ocorreu na quarta-feira, 17 de junho, na área central do parque.
O passeio foi pago a um cocheiro de 16 anos de carreira, por US$ 158, com três paradas para fotos. Segundo registros, o motorista abandonou as rédeas ao descer para fotografar, violando regras do Transport Workers Unit Local 100. O cavalo disparou na terceira parada, e Romanch bateu a cabeça ao tentar socorrer a mãe.
A família indiana, que celebrava a formatura do filho, pediu o fim imediato das carruagens. Romanch morreu na sequência, tornando-se a primeira vítima fatal de acidente envolvendo as carruagens no Central Park, segundo autoridades.
Contexto da atração
O Central Park abriga carruagens desde 1876. Os cavalos, com até quatro adultos por passeio, enfrentam altas temperaturas e trânsito. A cidade impõe limites de calor, e os animais não podem trabalhar acima de 33 graus Celsius. O parque recebe multimodalidade de tráfego entre pedestres e veículos.
Reação e etapas futuras
Na mesma semana, o prefeito Zohan Mamdani afirmou que haverá uma transição gradual para encerrar o uso das carruagens, com envolvimento do Conselho Municipal, sindicatos, cocheiros e defensores do bem-estar animal. O objetivo é proteger trabalhadores e evitar novas tragédias.
Panorama legislativo
Nos últimos 13 meses, houve oito ocorrências envolvendo as carruagens. A Central Park Conservancy aponta a necessidade de novos protocolos de segurança. O projeto Ryder’s Law, em tramitação na Assembleia, propõe proibir novas licenças aos cocheiros e, a partir de 1º de junho de 2028, a eliminação total do serviço.
Perspectivas para o parque
O serviço de carruagens foi suspenso por três dias após o acidente, retornando em 23 de junho, o que gerou controvérsia pública. A família Mahajan solicitou a criação de um memorial para Romanch e ressaltou a necessidade de mudanças concretas para evitar novas tragédias.
Observações técnicas
Especialistas destacam que o bem-estar animal deve ser conciliado com a necessidade econômica do turismo. Normas de manejo, vacinação, vigilância veterinária e treinamento adequado dos condutores são itens centrais do debate entre turismo, segurança e proteção animal.
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