- Melissa Orlic, 35 anos, ficou paraplégica após acidente de moto em setembro de 2018, com lesão medular na altura da T6.
- Ela aponta que a maior barreira não é a deficiência, e sim a falta de acessibilidade real, exigindo planejamento prévio para locais como restaurantes e lojas.
- Segue rotina com exercícios adaptados, recebe acompanhamento multiprofissional e busca manter a autonomia, incluindo pilates adaptado e planos para voltar à academia.
- Convive com dor neuropática crônica há quase oito anos, com sensações de choques e queimação, descritas como parte permanente de sua rotina.
- Psicóloga destacada explica que a acessibilidade vai além de eliminar barreiras físicas, influenciando o sentimento de pertencimento e bem‑estar emocional.
A criadora de conteúdo Melissa Orlic, de 35 anos, afirma que a maior barreira para pessoas com deficiência não é a deficiência em si, e sim a falta de acessibilidade. Em seus relatos, ela destaca a necessidade de planejamento prévio para frequentar espaços, levando em conta acesso, banheiros adaptados e circulação.
Ela relata que, antes de ir a qualquer lugar, precisa verificar se há entrada acessível, se o ambiente permite mobilidade segura e se as adaptações são de fato funcionais. Segundo Orlic, acessibilidade não é apenas construir uma rampa, é garantir autonomia e dignidade.
A paraplegia ocorreu após um acidente de moto em setembro de 2018, quando sofreu lesão medular na altura da T6. Desde então, ela vem se adaptando a uma rotina com cuidados contínuos, mantendo o corpo ativo por meio de exercícios e atividades como pilates adaptado.
Ao longo dos anos, Orlic passou por uma reestruturação de cuidados com apoio multiprofissional e participação em centros especializados. Hoje ela busca manter a reabilitação como processo contínuo, incorporando exercícios à rotina diária.
Luta pela acessibilidade
Em meio aos desafios, Orlic trabalha para ampliar a conscientização sobre o tema, destacando que a experiência de planejar tudo para ir a um lugar acessível ainda representa desgaste significativo. Ela ressalta que as barreiras existentes dificultam a participação social.
A psicóloga Gracielly Terziotti de Oliveira, professor da PUCPR, explica que a paraplegia envolve um luto pela vida anterior. Nessa visão, a acessibilidade não elimina apenas barreiras físicas, mas sinaliza pertencimento e reduz o sofrimento emocional.
Quando o ambiente é acessível, a percepção é de que a pessoa ainda tem espaço no mundo, com respeito e autonomia. O foco é facilitar a participação plena, sem segregação ou limitações impostas por estruturas inadequadas.
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