- João Guilherme Correa, condenado por matar a tiros Bernardo Pedroso, de 24 anos, e Renata Ferreira, de 21, em 2009, foi preso na manhã de sábado próximo a Milão, na Itália.
- O crime ocorreu em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, após uma festa com tema de Hitler, líder do regime nazista.
- Correa havia sido condenado a 35 anos e dois meses de prisão, mas fugiu dias antes do julgamento, que aconteceu sem a presença dele.
- Outros envolvidos já haviam sido condenados: Jairo Maciel foi condenado a 32 anos e três meses; Ricardo Barollo, a 48 anos e nove meses; o mandado de prisão foi cumprido após o julgamento.
- A apologia ao nazismo é crime no Brasil, com penas de reclusão e multa, incluindo a fabricação ou divulgação de símbolos e propaganda nazistas.
Foragido por matar casal em disputa interna de grupo neonazista é preso na Itália. João Guilherme Correa foi capturado na manhã deste sábado próximo a Milão, informou a polícia italiana. A prisão ocorreu após investigação de cooperação internacional.
O crime aconteceu em 2009, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. A dupla Bernardo Pedroso, 24, e Renata Ferreira, 21, foi morta a tiros após uma festa com tema relacionado aos 120 anos de nascimento de Hitler.
Correa havia sido condenado a 35 anos e 2 meses de prisão, mas fugiu dias antes do julgamento, que ocorreu sem a presença dele. A investigação aponta que a morte ocorreu após o casal deixar o evento, interceptado por outro veículo.
Segundo o Ministério Público do Paraná, o crime teve motivação ligada à disputa pela liderança de um grupo neonazista. Na época, Ricardo Barollo era apontado como mandante. Outros dois suspeitos já haviam sido presos.
Em março de 2025, Jairo Maciel foi condenado a 32 anos e 3 meses de reclusão, e João Guilherme recebeu a mesma pena de 35 anos e 2 meses. Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.
O mandado de captura de Correa foi cumprido após o julgamento ocorrido na época, conforme apuração da imprensa local. A prisão na Itália é resultado de cooperação entre autoridades brasileiras e italianas.
A apuração também destacou que Barollo, citado como mandante, havia sido julgado meses antes, recebendo 48 anos e 9 meses de prisão. O mesmo julgamento consolidou decisões sobre os demais envolvidos.
A reportagem apurada pelo g1 ressalta que a prática da apologia ao nazismo é crime no Brasil, com pena de reclusão e multa, além de punições para símbolos e propaganda. A legislação é inafiançável e imprescritível.
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