- LG encerrou a divisão mobile em abril de dois mil e vinte e um, para concentrar recursos em carros elétricos, dispositivos conectados e outras áreas.
- Nokia marcou época com celulares simples e duráveis, tentou reerguer com a linha Lumia baseada em Windows Phone, e hoje a HMD Global descontinuou os celulares Nokia em dois mil e vinte e quatro.
- Sony Ericsson levou Walkman e Cyber-shot ao destaque; a era Xperia, sob a Sony, acabou perdendo espaço no Brasil, com a linha hoje restrita em alguns mercados.
- BlackBerry ficou famosa pelo teclado físico e pelo BBM; foi encerrando serviços legados do BlackBerry OS/PlayBook em dois mil e vinte e dois e passou a atuar em software, cibersegurança e soluções embarcadas.
- Siemens ficou conhecida por celulares acessíveis nos anos dois mil; a divisão foi vendida para BenQ em dois mil e cinco, resultando no fim das operações da marca no mercado de celulares.
A era dos celulares mudou radicalmente no Brasil com a chegada dos smartphones, Android e iOS. Marcas históricas, como LG, Nokia, Sony Ericsson, BlackBerry, Siemens e Ericsson, marcaram época com modelos que hoje lembramos, mas perderam espaço diante dos novos dispositivos. O caminho incluiu encerramento de divisões, mudanças de formatos e migração para outros negócios.
Entre as favoritas estão aparelhos com design arrojado e funções específicas, como músicas, fotos e mensagens corporativas. A evolução tecnológica, aliada à ascensão de lojas de apps, pesou nos reajustes do mercado e na readequação de portfólios das fabricantes.
A transição foi gradual: várias marcas saíram do ranking de celulares, venderam operações ou migraram para serviços e software. A seguir, as histórias de cada player, os modelos que marcaram época e os motivos que levaram às mudanças.
LG
A LG ganhou destaque pela ousadia de design e por linhas icônicas como Chocolate e Shine. Modelos com teclado deslizante e acabamento chamativo marcaram a década anterior aos smartphones. Linhas Cookie, Optimus, Velvet e Wing ilustraram a diversidade de propostas da marca.
O espírito experimental continuou com celulares como G e K, que conciliavam entrada de linha média com recursos de entretenimento. Em 2021, a empresa anunciou o encerramento da divisão mobile para concentrar recursos em áreas como veículos elétricos e soluções conectadas.
Nokia
Nokia identificou-se por celulares simples, duráveis e acessíveis, com destaque para 3310 e 1100. Tais aparelhos acompanharam os brasileiros antes da popularização de smartphones.
Com o tempo, a Nokia apostou na linha Lumia, baseada no Windows Phone, buscando reposicionamento. A falta de ecossistema de apps impediu o ganho de fôlego frente Android e iOS. Em 2014, a Microsoft concluiu a compra da divisão, encerrando a fase como fabricante.
Sony Ericsson / Sony
Sony Ericsson uniu música, câmeras e design, com linhas Walkman e Cyber-shot. Modelos como W800 e K800 foram marcos na era pré-smartphone, ao priorizar reprodução de música e fotografia.
A transição para smartphones deu origem à família Xperia, integrada pela Sony após a compra da participação da Ericsson. Embora tenha mantido linha Xperia em alguns mercados, no Brasil a presença diminuiu com a evidência de Samsung, Motorola e chinesas.
BlackBerry
BlackBerry ficou conhecida pela digitação rápida com teclado QWERTY e pelo foco em produtividade, com BBM como diferencial. Modelos Curve, Bold, Pearl e Torch atraíram executivos e usuários corporativos.
A transição para telas sensíveis e apps trouxe dificuldades. Mesmo com versões com Android e teclados, a marca não recuperou o espaço. Em 2020-2022, a empresa cessou serviços legados e reposicionou-se em software e cibersegurança.
Siemens
Siemens integrou a primeira onda de popularização, oferecendo aparelhos simples, preço acessível e visual colorido. Modelos como A40, A50, C45 e SL45 marcaram época com foco em ligações, mensagens e bateria duradoura.
A empresa vendeu a divisão de celulares para a BenQ em 2005, originando a BenQ-Siemens. A operação não chegou a reconquistar relevância, levando a saída da marca do mercado de celulares.
Ericsson
Antes da joint venture com a Sony, Ericsson já tinha fãs no Brasil, com aparelhos compactos e antenas aparentes. T28s e T68 ficaram marcados pela novidade tecnológica, como tela colorida e conectividade.
Com smartphones, a Ericsson ficou associada à transição para a Sony Ericsson. A aquisição de participação levou à consolidação da marca Xperia, porém a presença no Brasil diminuiu frente aos concorrentes mais fortes e emergentes.
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