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Mulher é presa em SP por realizar procedimentos estéticos sem autorização

Mulher de 51 anos é presa em Santos suspeita de realizar procedimentos invasivos de medicina sem autorização, em clínica clandestina; polícia apreende materiais e evidencia risco sanitário

Clínica clandestina operava em Santos, no litoral paulista
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  • Mulher de 51 anos foi presa em flagrante na quarta-feira (25), em Santos, suspeita de realizar procedimentos estéticos invasivos sem autorização.
  • A prisão ocorreu durante operação da Polícia Civil contra clínicas estéticas clandestinas; ela tem formação restrita à área de estética.
  • Diligências em duas propriedades ligadas à investigada—residência no Embaré e espaço usado como clínica na Rua Álvaro Alvim—apreenderam seringas, materiais usados, aventais, luvas, gaze, microcânulas, tubos para coleta de sangue, instrumentos cirúrgicos, centrífuga e incubadora de plasma.
  • Fornecedores de anestésicos, como cloridrato de lidocaína, além de produtos para esterilização, registros de atendimento, fichas de pacientes e equipamentos eletrônicos também foram apreendidos; o local não possuía equipamentos básicos de emergência.
  • A Polícia Civil informou que a investigada divulgava os serviços nas redes sociais, oferecia cursos e treinamentos relacionados e permanece autuada em flagrante por exercício ilegal da medicina e armazenamento de produtos medicinais irregulares; investigações continuam.

Uma operação da Polícia Civil de Santos, no litoral de São Paulo, resultou na prisão de uma mulher de 51 anos na quarta-feira (25). Ela é suspeita de realizar procedimentos estéticos invasivos sem autorização, em desacordo com normas sanitárias e médicas. A prisão ocorreu durante ação voltada a combater clínicas estéticas clandestinas.

Segundo as investigações, a suspeita tem formação restrita à área de estética e realizava técnicas privativas da medicina, como endolaser, que envolvem intervenção no tecido subcutâneo e uso de anestésicos. A prática seria realizada de forma irregular em dois imóveis ligados à investigada.

Diligências ocorreram em uma residência no bairro Embaré, na Rua São José, e em um espaço utilizado como clínica na Rua Álvaro Alvim. No local, a polícia apreendeu seringas, materiais usados, aventais, luvas, compressas, microcânulas e tubos para coleta de sangue, além de bandejas com instrumentos cirúrgicos.

Também foram apreendidos equipamentos como centrífuga laboratorial e incubadora de plasma, além de medicamentos e soluções anestésicas, incluindo lidocaína, e diversos frascos de substâncias utilizadas em procedimentos invasivos. A residência aparece como estabelecimento clandestino estruturado para procedimentos médicos sem autorização.

Produtos para esterilização hospitalar, documentos, fichas de pacientes, registros de atendimento, apostilas técnicas e equipamentos eletrônicos também foram apreendidos. A equipe informou que o imóvel não possuía itens de emergência básicos, o que elevava o risco aos pacientes.

A investigação aponta ainda que a mulher divulgava os serviços pelas redes sociais, apresentando-se como especialista e levando clientes a acreditar na segurança e legalidade dos procedimentos. Indícios indicam que ela oferecia cursos e treinamentos relacionados às práticas investigadas.

A mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de exercício ilegal da medicina e armazenamento e utilização de produtos medicinais irregulares. Ela permanece à disposição da Justiça e as apurações seguem para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos no esquema.

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