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São Paulo aumenta captação de água na bacia que abastece RJ

Acordo entre SP, RJ e MG autoriza captação adicional na bacia do Paraíba do Sul para socorrer o Cantareira, com limite de 268,28 hm³/ano até dezembro de 2026

Barragem do rio Juqueri que forma a represa Paulo de Paiva Castro, parte do sistema Cantareira, construída pela Sabesp para abastecer de água a cidade de São Paulo.
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  • São Paulo foi autorizado, em caráter excepcional, a aumentar a captação de água da Bacia do Paraíba do Sul para reforçar o sistema Cantareira, que atende cerca de 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
  • A decisão resulta de um acordo assinado em Brasília entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
  • A Sabesp pediu o aumento; com Cantareira na faixa de atenção, a captação permitida é até 31 m³/s, abaixo do volume normal de 33 m³/s.
  • O acordo estabelece que a transposição envolve o reservatório Jaguari para o Atibainha, com medidas da Sabesp para mitigar impactos e validade até 31 de dezembro de 2026, podendo ser suspenso se o Cantareira atingir 60% da capacidade.
  • A Bacia do Paraíba do Sul tem 61,5 mil km², abrange SP, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e alimenta o sistema Guandu, que atende a região metropolitana do Rio.

O estado de São Paulo foi autorizado, em caráter excepcional, a aumentar a captação de água da Bacia do Paraíba do Sul para reforçar o sistema Cantareira, que atende cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana. A medida visa socorrer o Cantareira diante da estiagem.

A decisão ocorreu em Brasília, após um acordo entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O pedido partiu da Sabesp, estatal paulista.

A captação passa a ocorrer na bacia do Paraíba do Sul, que abastece também o Rio de Janeiro, sem comprometer a logística fluminense, segundo governo do RJ. O objetivo é manter o Cantareira operando com maior segurança hídrica.

O acordo

O acordo estabelece que o volume anual de transposição do Jaguari para o Atibainha, parte do Cantareira, suba de 162 hm³ para até 268,28 hm³. A vazão máxima de captação fica em 8,5 m³/s.

A Sabesp ficará responsável por mitigar impactos aos usos da água decorrentes da redução de níveis nas usinas Jaguari, Santa Branca, Paraibuna e Funil. A validade é até 31 de dezembro de 2026.

Detalhes da bacia

A Bacia do Paraíba do Sul tem 61,5 mil km², com 14 mil km² em São Paulo, 20,7 mil em Minas Gerais e 26,9 mil no Rio de Janeiro. A água do Paraíba alimenta o sistema Guandu, que abastece o Rio, além de usos para irrigação e hidrelétricas.

Segundo o governo do Rio, a autorização paulista não compromete o abastecimento fluminense. A medida pode ser suspensa se Cantareira atingir 60% de capacidade.

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