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CEO da Blackstone devolve cores a obra-prima renascentista no Vaticano

Schwarzman financia restauração da Loggia di Raffaello com US$ 14,3 milhões para afrescos, ambiente e conservação com laser de fibra no Vaticano

Com cerca de 65 metros de comprimento e organizada em 13 vãos, a galeria estrutura um percurso contínuo (Foto: A. Bracchetti, 2007/Governatorato SCV – Direção dos Museus)
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  • Stephen A. Schwarzman, CEO da Blackstone, Doou US$ 14,3 milhões via sua fundação para restaurar a Loggia di Raffaello, no Palácio Apostólico do Vaticano.
  • O projeto inclui revitalização dos afrescos, modernização ambiental e uso de tecnologias de conservação, como laser de fibra ativa, com limpeza a seco.
  • Cerca de vinte especialistas trabalham na intervenção, que abrange aproximadamente 1,3 mil metros quadrados da galeria e tem previsão de conclusão em cinco anos.
  • A iniciativa reforça a relação entre filantropia americana, cultura e o patrimônio da Igreja Católica; Schwarzman já apoiou o MIT, Yale e Oxford.
  • Durante visita ao papa Leão XIV, Schwarzman entregou um presente ao pontífice, sinalizando a parceria entre a diplomacia da Santa Sé e investidores globais.

Com cerca de 65 metros de comprimento e 13 vãos, a Loggia di Raffaello, no Palácio Apostólico do Vaticano, passa por restauração. O projeto envolve a revitalização de afrescos, melhoria ambiental e conservação tecnológica. Quem financia é Stephen Schwarzman, CEO da Blackstone, por meio de sua fundação.

A intervenção foi anunciada em 24 de junho, durante apresentação na Galeria Lapidária dos Museus Vaticanos. Schwarzman confirmou a doação de US$ 14,3 milhões para a iniciativa, que envolve aproximadamente 20 especialistas em restauração.

A obra, que já recebeu atenção histórica de filantropia cultural, recebe apoio da família Schwarzman, com atuação ligada à educação e cultura. O Vaticano também reforça a parceria na esfera diplomática com a relação entre o empresário e o papado.

Tecnologia de laser de fibra ativa

A restauração utiliza laser de fibra ativa para limpeza a seco, com precisão milimétrica. O método evita contato direto com as superfícies e permite preservar a policromia original.

A intervenção está prevista para durar cinco anos, cobrindo cerca de 1,3 mil metros quadrados da galeria. A equipe trabalha com equipamentos que se assemelham a pistolas, adaptados à conservação de obras de madeira e afrescos.

O projeto visa recuperar a vivacidade das cores e a nitidez das composições originais, mantendo o registro documental do patrimônio. A iniciativa integra práticas modernas de conservação com valores históricos da Loggia di Raffaello.

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