- Cremildes Ferreira Bahr, conhecida como Mestra Mide, venceu o doutoramento honoris causa pelo Instituto Federal do Paraná pelo trabalho com o fandango paraense e a cultura caiçara.
- Nascida em Curitiba, teve atuação destacada em pesquisa de campo sobre o fandango, ajudando a resgatar a tradição dos tamancos usados na dança folclórica e levando o grupo Meu Paraná, criado em 1988, pelo Brasil e exterior.
- A trajetória musical incluiu participação em rodas de choro, grupos de samba e carnavais de Curitiba, além de fundar grandes corais e manter vínculos com a música erudita.
- Na área social, atuou na Juventude Operária Católica e na Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba, desenvolvendo projetos como a coleta seletiva de lixo com os carrinheiros.
- Cremildes, falecida em 2 de junho aos 88 anos, deixa marido, filha e neta; enfrentou doenças na vida, mantendo-se ativa e dedicada à família, à comunidade e à cultura.
Cremildes Ferreira Bahr, conhecida como Mestra Mide, morreu em 2 de junho, aos 88 anos, de causas naturais, em Curitiba. A pesquisadora era reconhecida pelo trabalho com o fandango paranaense e pela defesa da cultura caiçara.
Nascida em Curitiba, Cresmildes tinha raízes africanas, indígenas e portuguesas. Cresceu em uma família de músicos e poetas e encontrou no litoral Antonina a produtividade de suas pesquisas de campo sobre o fandango.
Junto do pesquisador Inami Custódio Pinto, ajudou a resgatar a tradição de bater tamancos na dança folclórica. A prefeitura de Curitiba destacou a trajetória dedicada à música e à memória das tradições paranaenses.
Em 1988, criou o grupo de fandango Meu Paraná, levando a cultura local pelo Brasil e pelo exterior. A filha lembra que, naquela época, não havia leis de incentivo, mas a mãe trabalhava para obter apoio.
A artista recebeu o título de doutora honoris causa pelo Instituto Federal do Paraná, em reconhecimento ao trabalho com o fandango paraense e a cultura caiçara. Veronica Bahr lembra a emoção a cada apresentação.
Além da música, atuou em ações sociais. Integrante da Juventude Operária Católica e da Fundação de Ação Social, contribuiu para projetos de reciclagem em Curitiba e para a inclusão de catadores.
Morou grande parte da vida em Curitiba, onde participou de rodas de choro, samba e do bloco Boca Negra, que prestou homenagem à sua história. A filha recorda o carinho que a família recebia.
Casada por 50 anos com Wemer Bahr, Mestra Mide também viveu a paixão pela música erudita, cantando em óperas no Teatro Guaíra. Ela uniu folclore e educação em várias iniciativas culturais.
Entre os legados, destacam-se o resgate de tamancos usados na dança, a atuação em corais e a participação em projetos sociais que apoiavam famílias e comunidades locais. Sua vida é lembrada pela força de expressão cultural.
Deixa o marido, uma filha e uma neta. A comunidade cultural de Curitiba e o público que acompanhava seu trabalho lamentam a perda de uma pesquisadora que cruzou música, teatro e solidariedade.
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