- Sesc vai inaugurar, em agosto, a unidade Caborê em Paraty, com 3 mil metros quadrados dedicados à formação e produção cultural, incluindo salas de aula, ensaios de música e dança e ateliês de artes.
- Serão 28 atividades iniciais, entre oficinas, capacitações profissionais e exposições, com a meta de levar atendimentos de 20 mil para 60 mil por ano; iniciativas são gratuitas, com prioridade a trabalhadores do comércio e 30% das vagas para renda até dois salários mínimos.
- A inauguração da primeira etapa ocorre em 12 de agosto, após diagnóstico com grupos locais; a turma Vozes da Memória, coral de pessoas acima de 60 anos, estreou o espaço em teste.
- Um estúdio de gravação de áudio, primeira estrutura profissional do tipo em Paraty, compõe a unidade, com a programação de música organizada pelo polo sociocultural, conforme o analista Guilherme Carvalho.
- O projeto valoriza a relação com a natureza e a comunidade, com jequitibá central, mural de 280 metros e exposição de 30 artistas para o aniversário de 80 anos do Sesc em 13 de setembro; a segunda etapa, com anfiteatro, está prevista para 2029.
Nos trilhos da cultura de Paraty, uma nova unidade do Sesc promete ampliar o atendimento cultural na cidade. A inauguração do Sesc Caborê está prevista para agosto, com foco em formação, produção e difusão cultural.
A primeira fase da obra, com 3 mil m², já está completa e será aberta no dia 12 de agosto. O espaço terá salas de aula, ensaio de música e dança, ateliês de artes plásticas e um espaço maker. A ideia é incorporar atividades gratuitas com prioridade de inscritos do comércio e 30% para pessoas com renda de até dois salários mínimos.
A gestão do polo sociocultural do Sesc em Paraty observa que a cidade reúne comunidades tradicionais caiçaras, indígenas e quilombolas, além de um calendário vibrante de festivais. O objetivo é ampliar a participação de produtores locais e estimular a formação cultural da população.
Entre as ações previstas estão 28 atividades, incluindo oficinas, capacitações profissionais e exposições. A expectativa é triplicar os atendimentos de 20 mil para 60 mil pessoas por ano após a abertura do Caborê.
Antes da inauguração, houve uma operação-teste com oficinas de dança, percussão, desenho e coral, transferidas da unidade Santa Rita para o novo espaço. O lançamento contou com a participação do coral Vozes da Memória, formado por cantores da terceira idade.
Além das atividades pedagógicas, o Sesc investe em um estúdio de gravação de áudio, considerado a primeira estrutura profissional do tipo em Paraty. A programação de música fica a cargo do analista Guilherme Carvalho, que também ressalta o potencial de ampliar a atuação de artistas de todo o Brasil.
Carvalho destaca que o novo espaço pode estimular a diffusão democrática da cultura, ampliando o alcance de atividades formativas para jovens e comunidades locais. Ele também relembra a própria trajetória ligada ao Sesc, marcada pela participação em corais durante a juventude.
O espaço contempla ainda uma área externa com um jequitibá, símbolo da Mata Atlântica, integrando o projeto ao entorno natural. Paraty abriga parte significativa da Mata Atlântica e está definida como Patrimônio Mundial da Humanidade, o que influencia o conceito arquitetônico da unidade.
Um mural de 280 metros, com participação de artistas locais, está em criação no entorno. No dia 13 de setembro, aniversário de 80 anos do Sesc, haverá uma exposição de 30 artistas de Paraty, com curadoria ligada ao Museu Bispo do Rosário. Destaques incluem uma instalação de uma casa de reza do povo Guarani.
A segunda etapa do projeto prevê a construção de um espaço para eventos, com grande anfiteatro e áreas verdes, com entrega prevista para 2029. A equipe envolvida enfatiza que o equipamento deverá promover encontros entre comunidade, natureza e produção cultural brasileira.
A equipe que visitou Paraty para conhecer a unidade o fez a convite do Sesc Nacional, reforçando o caráter nacional do projeto e o intercâmbio entre regiões para o avanço da cultura local.
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